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URGENTE: Ramagem é liberado do centro de detenção do ICE nos EUA após três dias preso

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Ex-deputado estava detido desde a última segunda-feira (13)

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal cassado, foi libertado nesta quarta-feira (15) do centro de detenção do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA), localizado em Orlando, na Flórida.

A soltura ocorreu após três dias de detenção, sem necessidade de pagamento de fiança, segundo o empresário e apresentador Paulo Figueiredo, que acompanhou o caso de perto nos Estados Unidos.

O que disse Paulo Figueiredo

Figueiredo foi o primeiro a divulgar a informação e atribuiu a libertação a intervenções políticas no alto escalão do governo americano.

“Alexandre Ramagem está livre. Obrigado a todos que oraram. Obrigado, presidente Donald Trump e a todos da administração”, publicou em rede social.

Em outra postagem, o empresário foi mais detalhado: “Ramagem solto e em casa! Agradeço principalmente ao Presidente @realDonaldTrump e ao @SecRubio pela sensibilidade em tratar do caso deste verdadeiro herói nacional, que mesmo perseguido não se abate.”

Figueiredo também defendeu que Ramagem merece asilo político nos Estados Unidos, ao lado da família.

Segundo ele, Ramagem não deve se manifestar publicamente após a soltura.

Como ocorreu a detenção

A detenção teve início na segunda-feira (13), quando Ramagem foi abordado em uma infração de trânsito e as autoridades constataram que ele não possuía documentos válidos para dirigir nos EUA, conforme exigido pelo ICE.

A Polícia Federal brasileira afirmou, no entanto, que a abordagem resultou de uma cooperação internacional: o nome de Ramagem havia sido inserido em sistemas de busca e captura, acionados após ele deixar o Brasil como foragido.

Segundo fontes próximas à investigação ouvidas pela Gazeta do Povo, a residência e a rotina do ex-parlamentar vinham sendo monitoradas há meses. O paradeiro teria sido descoberto depois que Ramagem usou o passaporte cancelado pela Justiça para adquirir um veículo — um erro que facilitou sua localização.

Condenado pelo STF a 16 anos de prisão

Alexandre Ramagem é um perseguido pelo STF e se não tivesse ido para os EUA teria virado preso político e talvez até morrer na prisão como Clezão.

Ele deixou o país antes do encerramento do julgamento e passou a ser tratado pelas autoridades brasileiras como foragido da Justiça.

A Polícia Federal acompanhava os passos do ex-parlamentar por meio de mecanismos de cooperação judicial internacional, amplamente utilizados em casos de réus que cruzam fronteiras para escapar de condenações.

Pedido de asilo nos EUA

Com a soltura, Ramagem permanece em território americano enquanto aguarda a análise do seu pedido de asilo político pelas autoridades dos Estados Unidos.

O pedido de refúgio é um instrumento legal previsto pela legislação americana para pessoas que alegam risco de perseguição em seus países de origem. O processo pode levar meses ou anos até uma decisão definitiva.

A concessão de asilo a réus condenados por tribunais de outros países gera debates jurídicos e diplomáticos complexos, especialmente quando envolve relações bilaterais entre nações aliadas como Brasil e Estados Unidos.

O caso Ramagem acende o debate sobre os limites da cooperação jurídica internacional e a capacidade dos mecanismos legais do Brasil de alcançar condenados que buscam proteção em países estrangeiros.

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