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Morre o astro de ‘Jurassic Park’ Sam Neill, aos 78 anos


O ator neozelandês Sam Neill, conhecido mundialmente por interpretar o paleontólogo Alan Grant na franquia Jurassic Park, morreu nesta segunda-feira (13), aos 78 anos, em Sydney, na Austrália. A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais do próprio ator.
De acordo com o comunicado, a morte ocorreu depois que Neill havia se recuperado de um câncer, e os familiares descreveram a perda como “repentina e inesperada”, embora tenham ressaltado que ele permanecia livre da doença no momento do falecimento.
O que diz o comunicado da família
Na publicação, os parentes afirmaram que o ator estava cercado por familiares ao morrer e destacaram a serenidade com que ele viveu seus últimos momentos. Segundo o texto, mais detalhes sobre as circunstâncias devem ser divulgados posteriormente, e a família pediu que sua privacidade fosse respeitada diante do que chamou de uma perda imensurável.
Até a publicação desta matéria, a causa exata da morte não havia sido revelada publicamente pela família nem por representantes do ator.
A luta contra o câncer
Sam Neill havia sido diagnosticado com linfoma angioimunoblástico de células T em estágio três em março de 2022. Ao longo de cinco anos, ele se submeteu a tratamento contínuo contra a doença, período em que chegou a compartilhar publicamente reflexões sobre a possibilidade de não resistir ao câncer.
Em abril de 2026, no entanto, o ator havia anunciado que estava curado, uma notícia comemorada por fãs ao redor do mundo que acompanhavam sua trajetória de perto desde o diagnóstico.
Uma carreira de cinco décadas
Nascido na Irlanda do Norte e criado desde a infância na Nova Zelândia, Neill construiu uma carreira que atravessou mais de 50 produções entre cinema e televisão ao longo de cinco décadas. Ele estreou como ator ainda nos anos 1970 e nunca deixou de alternar grandes blockbusters com projetos mais autorais.
Além do papel que o consagrou mundialmente em Jurassic Park (1993), o ator também integrou o elenco de O Piano, A Caçada ao Outubro Vermelho e da série Peaky Blinders, sempre transitando entre diferentes gêneros e tons narrativos.
Homenagens de líderes mundiais
A morte de Neill gerou repercussão imediata entre autoridades da Oceania. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, publicou uma mensagem destacando que o ator enfrentou a doença com a mesma convicção que marcou suas atuações.
Já o premiê da Nova Zelândia, Christopher Luxon, lembrou que Neill levou histórias neozelandesas para o mundo por mais de cinquenta anos e ajudou a consolidar a indústria cinematográfica do país como uma das mais relevantes atualmente.
Um legado que vai além das telas
Fora dos sets de filmagem, Sam Neill também era conhecido por sua paixão pela produção de vinhos, atividade que mantinha em uma propriedade na região de Central Otago, na Nova Zelândia — um lado mais pessoal da vida do ator, menos explorado pela mídia, mas que ele frequentemente mencionava em entrevistas.
Neill deixa quatro filhos e um legado que ultrapassa os números de bilheteria: para gerações inteiras de espectadores, ele permanece associado à curiosidade científica de Jurassic Park, mas também ao talento versátil que o levou a transitar entre dramas, thrillers e séries de época ao longo de toda a carreira.











