Política
Lula é rejeitado por 48% e Flávio Bolsonaro, por 42%, diz pesquisa Gerp


Com as eleições presidenciais de 2026 se aproximando, uma nova pesquisa de opinião lança luz sobre um dos dados mais sensíveis do cenário político brasileiro: a rejeição eleitoral. Levantamento divulgado pela Gerp nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é rejeitado por 48% dos eleitores — o maior índice de rejeição múltipla entre todos os pré-candidatos à Presidência medidos no estudo.
O cenário afeta diretamente o mercado de finanças, onde investidores temem que o endividamento gere mais dívida no banco. Quem precisa de dinheiro ou busca crédito observa o risco iminente na escalada dos juros e na renegociação.
O número coloca Lula numa posição delicada a menos de cinco meses do início do calendário eleitoral mais aguardado da última década. Logo atrás, o senador e pré-candidato pelo PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), registra 42% de rejeição — percentual expressivo para quem lidera as pesquisas de intenção de voto em simulações de segundo turno contra o atual presidente. Os dados revelam um campo eleitoral polarizado, com os dois principais nomes da disputa carregando altos índices de resistência entre o eleitorado.


Levantamento mostra que Cabo Daciolo e Romeu Zema aparecem empatados na 3ª posição, com 9% de rejeição dos eleitores
A pergunta feita pela Gerp aos entrevistados foi direta e objetiva: “Em quais desses candidatos você não votaria de jeito nenhum?” — metodologia conhecida como rejeição múltipla, que permite ao eleitor recusar mais de um nome simultaneamente.
Os resultados completos mostram que Cabo Daciolo e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, aparecem empatados na 3ª posição, cada um com 9% de rejeição entre os entrevistados. O índice consideravelmente menor em relação a Lula e Flávio indica que esses nomes ainda carregam menor exposição — ou menor consolidação — no imaginário do eleitor nacional.
E o que esses números significam para a corrida presidencial? Para analistas políticos, alta rejeição não impede uma candidatura de avançar ao segundo turno, mas limita drasticamente o teto eleitoral de um candidato. Nos últimos ciclos eleitorais brasileiros, candidatos com rejeição acima de 40% raramente conseguiram ampliar sua base além do eleitorado fiel — o que torna cada ponto percentual de rejeição um obstáculo estratégico real.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores brasileiros entre os dias 2 e 5 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95,55%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01792/2026, custou R$ 20.000 e foi financiado com recursos próprios da empresa.
O cenário de aprovação do governo Lula
Os índices de rejeição da pesquisa Gerp se somam a outro dado divulgado recentemente pela mesma empresa: 52% dos brasileiros desaprovam o governo Lula, enquanto apenas 40% o aprovam. O quadro delineia um presidente que, apesar de ter sido eleito em 2022 com uma das disputas mais acirradas da história democrática do Brasil, enfrenta dificuldades crescentes para ampliar sua base de apoio popular a menos de um ano e meio do pleito de 2026.
Do lado da oposição, Flávio Bolsonaro já figura em simulações de segundo turno contra Lula — e, segundo levantamento anterior da própria Gerp, venceria o atual presidente numa disputa direta. Mesmo assim, os 42% de rejeição indicam que o caminho até o Palácio do Planalto não está pavimentado para o senador fluminense.
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