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PF quis dar uma de malandra”, diz Eduardo sobre caso Ramagem


O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (20 de abril de 2026) para comemorar uma retaliação severa adotada pelo governo dos Estados Unidos.
A administração norte-americana decidiu expulsar um “funcionário brasileiro relevante”. A acusação é gravíssima: tentativa de fraudar as regras do sistema de imigração para encurtar processos formais de extradição.
Segundo o comunicado estadunidense, a atitude da autoridade brasileira visava prolongar uma suposta “caça às bruxas políticas”.
De acordo com as denúncias do político do PL, o alvo dessa expulsão diplomática sem precedentes é Marcelo Ivo de Carvalho, delegado da Polícia Federal (PF).
O servidor em questão atua como oficial de ligação do Estado brasileiro junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), cuja base fica em Miami, na Flórida.
O conflito diplomático e jurídico atingiu seu ápice em torno da figura do também deputado cassado Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin.
Em um vídeo divulgado na internet, Eduardo Bolsonaro alegou que o delegado brasileiro tentou atropelar os trâmites normais e legais necessários para viabilizar a extradição de seu aliado.
A suposta estratégia seria mascarar o imbróglio jurídico, forçando o enquadramento do caso como uma simples deportação motivada por “status migratório incorreto”.
A diferença prática e jurídica é brutal no direito internacional: enquanto a extradição exige um complexo processo de defesa perante tribunais estrangeiros, a deportação consiste em uma remoção administrativa rápida e sumária.
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Para compreender os ritos e acessar os canais oficiais de cooperação internacional, os cidadãos podem consultar diretamente a plataforma de serviços do portal do Ministério da Justiça e da Polícia Federal.
“Dia ruim para o Alexandre de Moraes significa dia bom para a liberdade.(…)”, iniciou Eduardo em seu perfil, direcionando críticas frontais ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Tudo indica aí, gente, que a Polícia Federal quis dar uma de malandra, né?”, ironizou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aos seus seguidores.
Ele defende que a permanência do ex-chefe da Abin nos EUA deveria ser tratada via extradição convencional, pois argumenta tratar-se de uma “condenação injusta, né, no Brasil”.
Eduardo acusa abertamente a PF de tentar “‘bypassar’ as autoridades americanas”, na tentativa de consolidar um retorno forçado e acelerado que não encontra respaldo na lei de imigração americana.
“[Isso] na verdade também não se configura porque o Ramagem está legal nos Estados Unidos e com pedido de asilo válido”, complementou o parlamentar cassado.
Buscando mobilizar e tranquilizar seus apoiadores que hoje residem no exterior, o político encerrou a postagem com uma mensagem em tom de resistência.
“Pessoas sendo punidas e agora as famílias brasileiras que estão aqui nos Estados Unidos exilados e perseguidos políticos podem dormir mais tranquilas.”
“Como eu falei, a gente não vai parar. Não parar, não precipitar, não retroceder, nós venceremos”, arrematou o ex-deputado.
Na última quinta-feira, agentes de alto escalão da PF precisaram se reunir com autoridades americanas na tentativa de compreender e apaziguar as condições que levaram à soltura de Ramagem.
Desde o dia da prisão, apoiadores ferrenhos do ex-parlamentar vêm denunciando que o Judiciário brasileiro tentou instrumentalizar o ICE como um mero atalho político.
Comunicado
O posicionamento oficial que deflagrou a crise bilateral partiu diretamente do Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos.
A declaração contundente foi imediatamente compartilhada pelos canais da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA”, enfatizou o documento.
“Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, sentenciou o governo americano.
Esse revés coloca a condução das investigações brasileiras sob um forte escrutínio da comunidade jurídica internacional, gerando um grave desgaste na confiança mútua entre as duas nações.
Contradições
Toda a sequência de eventos turbulentos começou na última segunda-feira, 13 de abril de 2026, quando Ramagem acabou retido pelo ICE sob a justificativa inicial de questões migratórias.
Horas após a retenção, a Polícia Federal disparou uma nota à imprensa, reivindicando a prisão como um sucesso estratégico de suas operações no exterior.
A corporação vendeu a narrativa de que o encarceramento seria fruto de uma impecável “cooperação policial internacional” entre os agentes do Brasil e as autoridades do ICE.
Confira a íntegra da nota oficial divulgada pela instituição à época:
“A Polícia Federal informa que um brasileiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal foi preso, nesta segunda-feira (13/4), em Orlando/ Flórida, pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) dos Estados Unidos da América (EUA).”
“A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e as autoridades policiais dos EUA.”
“O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, de golpe de Estado e de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito.”
Contudo, a soltura do aliado de Bolsonaro, que ocorreu apenas dois dias após a detenção, colocou a versão oficial em xeque.
A libertação relâmpago contradiz completamente o argumento central da Polícia Federal sobre uma suposta e bem articulada “cooperação” ativa com o Serviço de Imigração americano.
Cabe ressaltar o histórico recente de fuga: Alexandre Ramagem deixou o território nacional de forma estritamente clandestina no mês de setembro de 2025.
Seu passaporte diplomático só foi definitivamente invalidado após a cassação oficial de seu mandato pela Câmara dos Deputados do Brasil, ocorrida em dezembro de 2025.
Com o protocolo de asilo político agora em andamento nos Estados Unidos, a repatriação imediata exigida pelas autoridades de Brasília se tornou um desafio quase inviável no curto prazo.


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