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Política

Governo emite alerta quem tem animais em casa e proíbe essas 5 raças no Brasil, quem tiver pode levar multa de R$ 5 mil ou ir preso

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Ter um animal exótico em casa pode parecer inofensivo — mas o governo federal acaba de reforçar um alerta que muitos brasileiros ignoram por completo. Manter espécies silvestres em residências sem autorização oficial é crime ambiental, sujeito a multas pesadas e até detenção.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensificou as orientações ao público e destacou que a criação irregular dessas espécies representa riscos concretos — tanto para a saúde de quem convive com esses animais, quanto para o equilíbrio da biodiversidade brasileira.

O alerta se torna ainda mais urgente diante de um dado preocupante: o tráfico de animais silvestres é uma das atividades ilegais mais lucrativas do Brasil, movimentando cifras bilionárias no mercado clandestino e ameaçando diretamente a sobrevivência de diversas espécies nativas.

Segundo o Ibama, mesmo que alguns animais silvestres possam ser mantidos legalmente com autorização específica, a imensa maioria dos casos domésticos envolve animais retirados ilegalmente da natureza. Esses indivíduos não estão adaptados ao cativeiro e tendem a desenvolver comportamentos agressivos, doenças graves e sofrimento crônico.

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Os cinco grupos de animais que mais geram ocorrências irregulares no Brasil são:

  • Tartarugas e jabutis: podem transmitir bactérias como a salmonella e sofrem com alimentação e espaço inadequados no ambiente doméstico.
  • Pássaros silvestres — como papagaios e araras: extremamente sensíveis ao cativeiro, desenvolvem estresse intenso, perda de penas e doenças respiratórias.
  • Macacos — incluindo saguis e macacos-prego: representam alto risco de transmissão de doenças zoonóticas e apresentam alterações comportamentais severas fora do habitat natural.
  • Répteis — como cobras e lagartos: demandam condições rigorosas de temperatura e umidade, e podem causar acidentes graves, incluindo mordidas e envenenamentos.
  • Peixes silvestres: a retirada do ambiente natural compromete ecossistemas inteiros, e a sobrevivência desses animais em aquários domésticos é frequentemente inviável.

Riscos à saúde e ao meio ambiente

O Ibama destaca que grande parte desses animais é potencial transmissor de zoonoses — doenças infecciosas que se propagam de animais para humanos. Além disso, ao serem mantidos fora de seu habitat natural, esses animais ficam vulneráveis a infecções, desnutrição e estresse crônico, o que compromete o bem-estar animal e representa risco real para os moradores da casa.

O impacto ambiental também é grave. Cada animal retirado irregularmente da natureza representa um elo quebrado na cadeia ecológica. Em espécies ameaçadas, isso pode ter consequências irreversíveis para a biodiversidade regional.

O Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta — mais de 120 mil espécies animais catalogadas, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Preservar esse patrimônio é responsabilidade coletiva e, agora, também uma obrigação legal com penalidades claras.

Penalidades previstas em lei

A legislação brasileira é bastante rigorosa nesse aspecto. Quem for flagrado com animais silvestres sem a devida autorização está sujeito a:

  • Multas a partir de R$ 500 por animal, podendo chegar a R$ 5.000 em casos que envolvam espécies ameaçadas de extinção
  • Detenção de seis meses a um ano, nos termos da Lei de Crimes Ambientais
  • Sanções administrativas adicionais, regulamentadas pelo Decreto nº 6.514/2008, que trata das infrações ao meio ambiente

Em situações mais graves — especialmente envolvendo tráfico ou maus-tratos comprovados — o responsável pode responder criminalmente na esfera judicial, com penas que podem se agravar conforme a extensão do dano.

Para ter animais silvestres legalmente, é obrigatório adquiri-los de criadouros devidamente registrados no Ibama e seguir normas específicas de manejo, saúde e segurança. Espécies perigosas, como serpentes venenosas, só podem ser mantidas em instituições habilitadas, como centros de pesquisa e zoológicos credenciados.

Como regularizar ou denunciar

O Ibama orienta que qualquer pessoa que possua um animal silvestre de forma irregular pode entregá-lo voluntariamente às autoridades ambientais — sem sofrer penalidades por isso. Essa entrega evita o processo administrativo e garante que o animal receba os cuidados adequados.

Denúncias sobre criação ilegal de animais silvestres podem ser feitas de forma totalmente anônima pelos seguintes canais oficiais:

🔗 Disque Denúncia do Ibama: ibama.gov.br ou pelo telefone 0800 61 8080 🔗 Portal de Denúncias Ambientais do Governo Federal: gov.br/mma

A fiscalização ambiental está cada vez mais intensa no Brasil. Conhecer a lei é o primeiro passo para não se tornar — mesmo que involuntariamente — parte do problema.


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