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Economia

Imposto de Renda 2026: veja quando começa a restituição e o calendário de pagamentos

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Quem entregou a declaração do Imposto de Renda 2026 já pode se organizar: a Receita Federal do Brasil confirmou o calendário completo de pagamentos da restituição e o dinheiro começa a ser depositado ainda em maio.

A restituição será paga para todos os contribuintes que, ao longo de 2025, recolheram mais tributos do que o devido. A boa notícia é que a Receita estima devolver os valores a uma parcela expressiva dos declarantes antes mesmo do início do segundo semestre.

O prazo para entrega do IRPF começou em 23 de março e se encerra em 29 de maio. Quem ainda não enviou a declaração tem poucos dias para regularizar a situação sem pagar multa.

Calendário de pagamento da restituição do IR 2026

Em 2026, o Imposto de Renda terá quatro lotes de restituição — e não cinco, como ocorreu nos anos anteriores. O primeiro lote será pago em 29 de maio, seguido por 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto.

Confira o calendário completo:

Lote Data de pagamento
1º lote 29 de maio de 2026
2º lote 30 de junho de 2026
3º lote 31 de julho de 2026
4º lote 28 de agosto de 2026

A expectativa da Receita Federal é que 80% das restituições do IR sejam pagas nos dois primeiros lotes, encerrando em junho. Isso significa que a maioria dos contribuintes receberá seus valores até o fim do primeiro semestre.

Contribuintes que enviaram a declaração até 10 de maio, respeitadas as prioridades legais, têm mais chances de receber no primeiro lote.

Quem recebe primeiro? Veja a ordem de prioridade

A Receita Federal segue uma ordem de prioridade estabelecida por lei para definir quem entra nos lotes iniciais. A fila privilegia grupos específicos, independentemente da data de envio.

A Receita dá prioridade aos seguintes grupos:

  • Idosos acima de 60 anos, com prioridade especial para aqueles com mais de 80 anos
  • Pessoas com deficiência física ou mental
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério
  • Contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix

Após esses grupos prioritários, a ordem segue pela data de envio da declaração: quem enviou primeiro tende a receber antes — desde que a declaração esteja processada e sem pendências.

Vale reforçar: se a declaração estiver retida na malha fina, o contribuinte não recebe o valor da restituição. É necessário regularizar as pendências para se enquadrar legalmente no processo.

Como consultar a restituição do IR 2026

Verificar se você está incluído em um dos lotes é simples e pode ser feito de forma totalmente digital:

Pelo site oficial da Receita Federal:

  1. Acesse gov.br/receitafederal
  2. Localize a opção “Consulta à Restituição”
  3. Informe seu CPF, data de nascimento e o ano da declaração (2026)
  4. O sistema indicará se você já está incluído em um lote e a previsão de pagamento

📱 Pelo aplicativo Meu Imposto de Renda: Disponível para Android e iOS — o app oferece consulta de restituição, envio de declaração e acompanhamento de pendências

🖥️ Também pelo portal e-CAC: cav.receita.fazenda.gov.br

Como declarar e aumentar suas chances de receber no 1º lote

A Receita recomenda o uso da declaração pré-preenchida, que insere automaticamente dados como rendimentos recebidos, valores em contas bancárias, investimentos e despesas médicas — reduzindo o risco de cair na malha fina. A expectativa é que 60% dos contribuintes optem pela pré-preenchida em 2026.

O contribuinte também pode fazer a declaração pelo “Meu Imposto de Renda”, solução online para celulares e tablets. O acesso exige autenticação via Plataforma GOV.BR nos níveis ouro ou prata.

Outra dica importante: optar por receber a restituição via Pix com a chave CPF garante prioridade no processamento e elimina riscos de depósito em conta errada ou encerrada — um dos problemas mais comuns que atrasam o recebimento.

Correção pela Selic: quanto rende a sua restituição?

O valor da restituição é corrigido pela taxa Selic, acumulada desde o mês seguinte ao prazo final de entrega da declaração até o mês anterior ao pagamento. Isso significa que quem recebe nos lotes mais tardios acumula uma correção maior — mas o ideal, claro, é receber o quanto antes.

Para quem recebe no lote de junho, a correção aplicada é de 1% adicional sobre o valor apurado. Essa diferença pode ser relevante para contribuintes com restituições de valor mais expressivo.


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