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Sednaya: O “matadouro humano” de Bashar al-Assad revelado; ASSISTA!
A prisão militar de Sednaya, localizada na periferia norte de Damasco, emergiu como um símbolo da brutalidade do regime de Bashar al-Assad durante a guerra civil síria. Conhecida como o “matadouro humano”, o local foi palco de torturas e execuções em massa por anos.

A prisão militar de Sednaya, localizada na periferia norte de Damasco, emergiu como um símbolo da brutalidade do regime de Bashar al-Assad durante a guerra civil síria. Conhecida como o “matadouro humano”, o local foi palco de torturas e execuções em massa por anos.
Com a queda de Damasco e a fuga de Assad para a Rússia, as horrendas realidades de Sednaya vieram à tona.
Descobertas Assustadoras na Prisão de Sednaya
Nesta terça-feira (10), a Defesa Civil Síria, conhecida como Capacetes Brancos, concluiu as buscas por desaparecidos na infame prisão. Dezenas de corpos foram encontrados com sinais evidentes de tortura, e milhares de presos foram libertados.
Segundos os voluntários, os sobreviventes relataram condições subumanas, incluindo celas sem ventilção e tratamento desumano que levou muitos à beira da morte.
Estima-se que entre 2011 e 2016, cerca de 13 mil pessoas foram executadas secretamente em Sednaya, de acordo com a Anistia Internacional. Para muitos, a prisão tornou-se um ponto final em uma longa jornada de sofrimento, marcada pela ausência de julgamento e abusos sistemáticos.
Libertação de Presos e Oposição ao Regime
A ofensiva relâmpago dos rebeldes sírios que culminou na deposição do regime Assad também permitiu a libertação de milhares de presos em todo o país.
No domingo (8), Sednaya foi invadida, libertando prisioneiros que emergiram em estado de confusão e gritando “Deus é grande”. Muitos reencontraram suas famílias em cenas marcadas por prantos e emoção.
O grupo militante Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que liderou a ofensiva, informou que mais de 3,5 mil prisioneiros também foram libertados da prisão militar de Homs. Outras cidades como Aleppo, Hama e Homs testemunharam a localização de desaparecidos e presos políticos.
Nas redes sociais, apelos foram feitos para que ex-soldados e agentes penitenciários do regime compartilhassem códigos de acesso para abrir celas subterrâneas, que, segundo relatos, ainda poderiam conter prisioneiros.
Estima-se que mais de 100 mil pessoas estejam detidas em instalações monitoradas por câmeras.
Denúncias de Tortura e Execuções
Durante os mais de 12 anos de guerra civil, o regime de Assad foi acusado de manter centenas de milhares de pessoas em prisões conhecidas por suas condições desumanas e práticas de tortura.
Um marco dessas atrocidades ocorreu em 2013, quando um desertor militar conhecido como “César” vazou mais de 53 mil fotos documentando tortura, fome e condições insalubres nas prisões do regime.
Os relatos mais recentes reforçam essas acusações. Equipes de resgate encontraram 15 corpos de civis mortos sob “tortura brutal” em Sednaya. Além disso, pelo menos 40 corpos com sinais de tortura foram localizados em um necrotério hospitalar perto de Damasco. Mohamed al Hajj, combatente rebelde, descreveu a cena apavorante: “Havia cerca de 40 corpos empilhados com sinais horríveis de tortura”.
Os Capacetes Brancos e o Crescente Vermelho Sírio trabalharam para transportar os corpos a hospitais onde as famílias pudessem identificá-los. Para muitos parentes, este é o fim de uma longa espera por respostas sobre entes desaparecidos.
A Nova Realidade da Síria
Com a queda do regime Assad, a Síria entra em uma fase de transição repleta de desafios. Grupos rebeldes pedem a manutenção das instalações estatais intactas e reforçam a necessidade de evitar mais violência. Enquanto isso, o mundo acompanha com atenção os desdobramentos no país, aguardando por uma reconstrução que priorize direitos humanos e justiça.
A história de Sednaya é um lembrete sombrio dos horrores da ditadura e da guerra. A esperança é que as feridas da Síria comecem a cicatrizar, trazendo um futuro mais justo e humano para seu povo.

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