Política
Líderes indígenas expressam “muita frustração” com Lula
No ano passado, durante o chamado Acampamento Terra Livre, que reúne milhares de indígenas em Brasília todo mês de abril, Lula foi o convidado de honra e deveria anunciar a demarcação de 14 terras que só precisavam da assinatura presidencial. No final, ele anunciou apenas seis. Em abril deste ano, no mesmo evento, os indígenas…


No ano passado, durante o chamado Acampamento Terra Livre, que reúne milhares de indígenas em Brasília todo mês de abril, Lula foi o convidado de honra e deveria anunciar a demarcação de 14 terras que só precisavam da assinatura presidencial. No final, ele anunciou apenas seis. Em abril deste ano, no mesmo evento, os indígenas…
No ano passado, durante o chamado Acampamento Terra Livre, que reúne milhares de indígenas em Brasília todo mês de abril, Lula foi o convidado de honra e deveria anunciar a demarcação de 14 terras que só precisavam da assinatura presidencial. No final, ele anunciou apenas seis.
Em abril deste ano, no mesmo evento, os indígenas deixaram de convidar o presidente, que optou por um evento paralelo em que também anunciou menos demarcações do que o esperado. Muitos líderes nem compareceram.
No Congresso e no Senado começou a tramitar uma proposta para aprovar o chamado ‘marco temporário’, que, se aprovado, impede os indígenas de reivindicar como suas terras que não ocupavam em 1988, quando a Constituição foi promulgada.
Os ruralistas defendem que esse é o caminho para trazer paz ao campo e segurança jurídica. As populações nativas afirmam que isso é injusto porque em muitos casos foram deslocados de seus territórios de origem. O Supremo Tribunal Federal já determinou que a ideia do ‘prazo’ é inconstitucional, mas os parlamentares propuseram modificar a Constituição para adequá-la.
O movimento indígena acredita que, apesar de Lula não ter maioria no Congresso, ele poderia se envolver mais para que sua base aliada engavetasse a proposta, conforme declarou ao jornal El País Dinamam Tuxá, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas.
“Sentimos falta de uma maior participação do partido no poder para tentar engavetar esta discussão (…) Não basta o Governo tomar uma posição contra, tem que se mobilizar, demonstrar uma atitude”, lamentou o líder indígena.
Na sessão desta quarta, 1o de julho, senadores do Partido dos Trabalhadores (PT) optaram por uma estratégia menos combativa e conseguiram adiar a discussão para outubro.
Agenda indígena é secundária para Lula
O movimento indígena acredita que o Governo prefere não confrontar a oposição em questões consideradas “secundárias”, como a agenda indígena, para não se desgastar e perder mais votos prioritários na área econômica, por exemplo.
Como pano de fundo há também o malabarismo de Lula para evitar inconvenientes ao poderoso setor agrícola e pecuário, um pilar fundamental da economia e com um lobby poderoso no Parlamento.
Na segunda-feira, 8 de julho, a APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) realizou uma assembleia para decidir se continua apoiando formalmente Lula. Embora o seu coordenador admita que há divisão interna e “muita frustração”, decidiram alargar um pouco mais o voto de confiança.
Em relação a Lula, às lideranças indígenas mordem e assopram. Aplaudem que o presidente tenha feito o gesto de criar o primeiro Ministério dos Povos Indígenas da história do Brasil e que tenha colocado a ativista Sônia Guajajara no comando, mas, ao mesmo tempo, lamentam seu isolamento e orçamento limitado. “O que falta é apoio, temos um ministério isolado e sem força política”, lamenta Tuxá, que alerta que haverá mais mobilizações nos próximos meses.


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