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Economia

Dívida das famílias bate recorde e compromete 29% da renda dos brasileiros

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Mais de 10 milhões de brasileiros são surpreendidos com notícia sobre dinheiro disponível para resgate

Dados do Banco Central mostram que o endividamento chegou a 50,1% da renda anual em agosto

O endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo recorde em agosto, chegando a 50,1% da renda acumulada em 12 meses. No mesmo período, o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas subiu para 29%, o maior percentual desde o início da série histórica do Banco Central (BC), em 2011.

Os dados divulgados nesta quinta-feira (29) mostram que o peso das obrigações financeiras continua crescendo sobre o orçamento doméstico. O indicador de endividamento avançou 1,2 ponto percentual em 12 meses, enquanto o comprometimento da renda alcançou um patamar inédito, refletindo a pressão das parcelas e dos juros sobre os consumidores.

A inadimplência também permanece elevada. Em setembro, a proporção de operações de crédito com pagamentos atrasados por mais de 90 dias ficou próxima de 5% no conjunto do sistema financeiro. Entre pessoas físicas, o índice foi de aproximadamente 6%, mantendo-se próximo do recorde da série histórica. Para as empresas, houve recuo de 3,4% para 3,3%.

O custo do crédito ajuda a explicar a pressão sobre os consumidores. Em setembro, a taxa média de juros das novas operações chegou a 32,4% ao ano. Nas linhas de crédito livre, em que os bancos definem as condições dos empréstimos, a taxa média atingiu 49% ao ano.

O estoque total de crédito no país avançou 0,4% em setembro, alcançando R$ 7,4 trilhões. Apesar da expansão, o ritmo de crescimento em 12 meses desacelerou de 9,4% em agosto para 8,6% no mês seguinte. O spread bancário, diferença entre o custo de captação das instituições e os juros cobrados dos clientes, subiu de 34,7 para 35,5 pontos percentuais.

O governo federal lançou programas de renegociação de dívidas e anunciou novas medidas para facilitar a quitação de débitos. Durante a campanha eleitoral, o presidente Lula (PT) também prometeu uma nova iniciativa para permitir que consumidores renegociem dívidas com descontos.

O Banco Central, por sua vez, informou que prepara medidas para reduzir os riscos associados à concessão de crédito, especialmente em modalidades mais caras. A instituição também aprovou regras para ampliar o controle dos clientes sobre ofertas de empréstimos, incluindo aquelas feitas por meio do Pix.


Aviso Importante: Este site é estritamente informativo e não realiza a emissão, análise ou aprovação de cartões de crédito, empréstimos ou financiamentos. Nossos serviços são 100% gratuitos; nunca solicitamos dados pessoais ou pagamentos para liberar produtos financeiros. A concessão de crédito é de responsabilidade exclusiva das instituições parceiras citadas.
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