Polícia
De sacoleira a “advogada do PCC”: quem é a influenciadora Deolane Bezerra


A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa novamente nesta quinta-feira (21) em uma operação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil paulista que investiga a suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC e a plataformas ilegais de apostas. Segundo investigadores, empresas e contas associadas à influenciadora teriam sido usadas para movimentar dinheiro de origem criminosa.
Deolane tem 38 anos, nasceu em Vitória de Santo Antão, em Pernambuco, e foi criada em São Paulo. Antes da fama, trabalhou como sacoleira e depois se formou em Direito. Abriu um escritório de advocacia com as irmãs e passou a atuar na área criminal, onde defendeu acusados ligados ao crime organizado, o que a levou a ser apelidada de “advogada do PCC”.
A influenciadora ganhou notoriedade nacional em 2021 após a morte do funkeiro MC Kevin, com quem mantinha um relacionamento. O cantor morreu ao cair da sacada de um hotel no Rio de Janeiro. Depois do caso, Deolane passou a aparecer constantemente na televisão e nas redes sociais.
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Com mais de 21 milhões de seguidores nas redes sociais, virou influenciadora digital, DJ e garota-propaganda de empresas de apostas online. Também participou do reality show “A Fazenda” e passou a exibir uma rotina de luxo nas redes sociais, com carros importados, joias e viagens internacionais.
Na política, aproximou-se publicamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral de 2022 e chegou a posar para uma foto com o petista e a primeira-dama Janja da Silva. Em entrevistas e redes sociais, declarou apoio ao petista e criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao longo dos últimos anos, Deolane também passou a ser alvo frequente de investigações policiais. Em 2022, foi alvo de busca e apreensão por suspeitas envolvendo divulgação de plataformas de apostas esportivas. Ela afirmou que apenas fazia publicidade para as empresas.
Em 2024, Deolane Bezerra foi presa na Operação Integration, que investigava lavagem de dinheiro e jogos ilegais. A operação ainda atingiu sua mãe, Solange Bezerra. Na época, Deolane negou os crimes e disse ser vítima de perseguição. Ela foi solta 20 dias depois.











