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Economia

Dinheiro esquecido do PIS/Pasep: novo lote de pagamentos de abril será realizado hoje

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O que é o dinheiro esquecido do PIS/Pasep

O PIS (Programa de Integração Social) e o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) foram criados no início dos anos 1970 para construir uma reserva financeira em nome de trabalhadores formais.

O PIS atendia empregados do setor privado com carteira assinada, enquanto o Pasep era voltado a servidores públicos. Em 1975, os recursos dos dois programas foram unificados em um único fundo, que deixou de funcionar em 1988.

Após décadas de inatividade, milhões de brasileiros simplesmente esqueceram que tinham saldo acumulado — e esse dinheiro ficou parado, aguardando resgate.

Novo lote é liberado hoje, 27 de abril

A Caixa Econômica Federal libera nesta segunda-feira, 27 de abril, mais um lote de pagamentos referentes ao dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep. Recebem neste lote os trabalhadores que protocolaram o pedido de ressarcimento até 31 de março de 2026.

Quem ainda não solicitou, não está fora do prazo. Pedidos protocolados até 30 de abril entram no lote seguinte, com depósito previsto para 25 de maio, conforme o cronograma divulgado pelo Ministério da Fazenda.

O valor não é simbólico. Segundo o Ministério da Fazenda, o saldo médio disponível por pessoa é de R$ 2,8 mil, podendo variar de acordo com o tempo de serviço e a remuneração da época — tudo corrigido pela inflação.

Quem tem direito ao ressarcimento

Podem solicitar o ressarcimento trabalhadores que tiveram carteira assinada ou atuaram como servidores públicos entre 1971 e 1988 e que ainda não sacaram os valores do antigo fundo.

Importante: esse benefício não deve ser confundido com o Abono Salarial PIS/Pasep, que é um programa distinto, pago anualmente e voltado a trabalhadores com renda de até dois salários mínimos.

Os herdeiros de titulares falecidos também têm direito ao pedido, desde que apresentem a documentação comprobatória exigida.

Como consultar e solicitar

A forma mais prática de verificar se há saldo disponível é acessar a plataforma Repis Cidadão, lançada pelo Ministério da Fazenda, ou o aplicativo do FGTS, disponível para Android e iOS.

No portal Repis Cidadão, o usuário precisa entrar com conta gov.br de nível prata ou ouro, informar o NIS — número idêntico ao do PIS — e seguir as instruções. A plataforma também traz orientações detalhadas para herdeiros em caso de falecimento do titular.

O pedido pode ser feito em qualquer agência da Caixa Econômica Federal ou diretamente no aplicativo FGTS, na opção “Mais > Ressarcimento PIS/Pasep”. É necessário anexar um documento oficial com foto.

Documentos necessários para herdeiros

Para beneficiário legal de um titular falecido, é necessário apresentar: Certidão PIS/Pasep/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou declaração de dependentes emitida pelo órgão pagador do benefício; ou autorização judicial ou declaração de únicos herdeiros expedida em cartório, com autorização de saque assinada por todos os dependentes ou sucessores.

Como o dinheiro é depositado

Os pagamentos são feitos exclusivamente pela Caixa, por crédito em conta já existente no banco ou em conta poupança social digital, aberta sem custos pela instituição.

Não há necessidade de ir a uma agência apenas para abrir conta — a Caixa faz isso automaticamente, de graça, para quem não tiver vínculo ativo com o banco.

Calendário completo de ressarcimento em 2026

Confira abaixo as datas oficiais de pagamento conforme o mês em que o pedido for solicitado:

Solicitação até Pagamento em
31/12/2025 26/01/2026
31/01/2026 25/02/2026
28/02/2026 25/03/2026
31/03/2026 27/04/2026
30/04/2026 25/05/2026
31/05/2026 25/06/2026
30/06/2026 27/07/2026
31/07/2026 25/08/2026

Os próximos lotes seguem até novembro, com pagamento em 28 de dezembro de 2026 para pedidos feitos até 30 de novembro.

Prazo final: setembro de 2028

Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem qualquer possibilidade de saque posterior.

O prazo pode parecer distante, mas o volume de pessoas que ainda não resgatou é alarmante. Segundo o governo federal, mais de 10 milhões de brasileiros ainda tinham dinheiro esquecido no PIS/Pasep em março de 2026, somando um total de R$ 26,3 bilhões a receber.

Esse número mostra que muita gente sequer sabe que tem direito. Compartilhar a informação com familiares e conhecidos — especialmente idosos que trabalharam nas décadas de 1970 e 1980 — pode fazer uma diferença real.

Abono Salarial PIS/Pasep 2026: não confunda com o dinheiro esquecido

Além do ressarcimento das cotas antigas, há também o Abono Salarial — um benefício completamente diferente, voltado a trabalhadores ativos da iniciativa privada e ao funcionalismo público.

O pagamento do Abono Salarial PIS/Pasep 2026 vai de 15 de fevereiro a 15 de agosto, beneficiando cerca de 26,9 milhões de trabalhadores com um total de R$ 33,5 bilhões. O valor pode chegar a R$ 1.621 — equivalente a um salário mínimo — para quem trabalhou todos os 12 meses do ano-base 2024.

Para ter direito ao abono em 2026, o trabalhador precisa estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos 5 anos, ter trabalhado no mínimo 30 dias com carteira assinada em 2024, ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.765,93 e ter os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial ou RAIS.

O calendário do abono salarial segue o mês de nascimento do trabalhador. Nascidos em julho e agosto, por exemplo, recebem a partir de 15 de junho. Os nascidos em novembro e dezembro têm pagamento a partir de 15 de agosto.

O prazo final para saque do abono salarial é 29 de dezembro de 2026. Quem não realizar o saque dentro do prazo terá os recursos devolvidos ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), mas ainda poderá solicitá-los em até cinco anos.

Links e aplicativos oficiais


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