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Política

PL REJEITOU ACORDÃO E QUER IMPEACHMENT DE ALEXANDRE DE MORAES E FLÁVIO DINO

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Segundo a CNN Brasil, Partido Liberal teria descartado um acordo com setores do STF e pretende intensificar em 2027 a articulação por processos de impeachment contra Alexandre de Moraes e, em determinadas circunstâncias, Flávio Dino

O Partido Liberal (PL) rejeitou a possibilidade de um acordo com setores do Supremo Tribunal Federal (STF) e pretende intensificar, a partir de 2027, a pressão pela abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte, segundo informações divulgadas pela CNN Brasil.

De acordo com a apuração, interlocutores teriam buscado abrir canais de diálogo entre integrantes do Judiciário e o campo bolsonarista. A possibilidade envolveria uma distensão política em torno das condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro e da situação de Jair Bolsonaro.

A direção do PL, porém, teria descartado um entendimento que significasse abandonar iniciativas contra ministros do Supremo. Alexandre de Moraes permanece como principal alvo da ofensiva planejada pela legenda no Senado.

Nos cálculos apresentados por integrantes do partido, haveria atualmente 49 senadores favoráveis ao afastamento de Moraes. Caso esse número se confirme em uma eventual votação, seriam necessários mais cinco votos para alcançar os 54 exigidos para a aprovação de um impeachment, equivalentes a dois terços dos 81 integrantes do Senado.

Apesar da articulação política, setores do PL também defenderiam que eventuais denúncias envolvendo Moraes sejam analisadas pelas instituições competentes antes de uma ofensiva definitiva no Congresso. As acusações citadas nos bastidores permanecem sujeitas a investigação e não devem ser tratadas como fatos comprovados sem decisão das autoridades responsáveis.

O ministro Flávio Dino também aparece no radar do partido, embora em circunstâncias diferentes. Segundo a apuração, integrantes do PL condicionam uma ofensiva contra Dino à maneira como o ministro conduzir determinadas questões envolvendo investigações e emendas parlamentares.

Uma das preocupações mencionadas seria uma eventual investigação relacionada à chamada interferência estrangeira. Parlamentares do partido afirmam que reagiriam caso entendessem que medidas judiciais fossem utilizadas para colocar em dúvida a legitimidade do resultado das eleições.

Outro ponto de atrito envolve decisões relacionadas às emendas parlamentares. Integrantes da oposição demonstram preocupação com possíveis restrições ou imposição de sigilo que, na avaliação deles, possam atingir especialmente deputados e senadores oposicionistas.

A estratégia ganhou maior peso depois das eleições de 2026, diante da nova composição projetada para o Congresso Nacional. O avanço de partidos de direita no Senado pode modificar a correlação de forças em discussões envolvendo pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

Com o novo Congresso assumindo em 2027, a relação entre Senado e STF tende, portanto, a ocupar posição central na agenda política. A efetivação da ofensiva anunciada pelo PL dependerá da composição definitiva da Casa, da posição do presidente do Senado e, sobretudo, da capacidade do partido de reunir os 54 votos necessários para eventual afastamento de um ministro.


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