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EUA acusam Brasil de ajudar China a burlar tarifas


Relatório da Casa Branca coloca o país em lista de alerta sobre rotas ilegais de comércio
O governo de Donald Trump deu um aviso duro aos países que ajudam a China a driblar as tarifas de importação norte-americanas.
A Casa Branca incluiu o Brasil no segundo nível de risco de um documento sobre fraudes no comércio internacional.
O diretor de Política Comercial da Casa Branca, Peter Navarro, definiu a publicação como um alerta global para evitar trapaças contra os Estados Unidos.
O relatório revela que o território brasileiro funciona como entreposto para enviar mercadorias chinesas ao mercado norte-americano com taxas reduzidas.
A análise encaixou o Brasil no grupo de corredores da América Latina, junto com Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Essas nações recebem cargas asiáticas pelos Oceanos Pacífico e Atlântico, guardam os produtos em depósitos alfandegados e fazem montagens rápidas antes de despachar os itens para os portos norte-americanos.
Categorias de risco
O Brasil divide o segundo escalão da lista com Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã. O governo norte-americano entende que esses países possuem indústrias e rotas integradas às cadeias de suprimento de Pequim.
O nível mais alto reúne gigantes exportadores como Canadá, União Europeia e Japão. O patamar mais baixo junta economias menores, a exemplo de Camboja, Laos e Panamá.
A Casa Branca admitiu que a mudança no fluxo de compras nem sempre indica crime, pois empresas alteram investimentos de forma legítima.
O relatório considera qualquer produto com peças, dinheiro ou produção chinesa como mercadoria vinculada a Pequim, independentemente da origem declarada na alfândega.











