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Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula 43% em segundo turno, aponta pesquisa Gerp

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Uma nova pesquisa eleitoral, divulgada nesta terça-feira (11/08/2026), provocou uma onda de especulações nos mercados financeiros e nos bastidores do poder em Brasília.

O levantamento do Instituto Gerp mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da corrida presidencial de 2026.

O resultado chamou a atenção de analistas políticos e econômicos, já que a Bolsa de Valores e o dólar costumam reagir às projeções eleitorais.

Com inflação, taxa de juros e investimentos no radar dos brasileiros, cada ponto percentual nessa disputa pode influenciar decisões relacionadas a crédito, financiamento e políticas públicas para os próximos quatro anos.

Mas o que esses números realmente revelam sobre o cenário político e econômico do país?

Primeiro turno tem empate entre Lula e Flávio Bolsonaro

No cenário estimulado de primeiro turno, os dois principais candidatos aparecem em empate técnico, com 38% das intenções de voto cada.

O resultado revela um eleitorado dividido e indica que a definição do próximo presidente poderá ocorrer em uma disputa acirrada, na qual cada voto poderá ser decisivo.

Entre os demais nomes testados, Renan Santos (Missão) aparece com 5%, enquanto o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), registra 4%.

Romeu Zema (Novo) surge com 2%, enquanto Cabo Daciolo e Augusto Cury aparecem com 1% cada.

Ainda no primeiro turno, candidatos como Samara Martins, Rui Costa Pimenta e Hertz Dias não pontuaram na pesquisa.

Os votos em branco e nulo representam 4% das respostas, enquanto 7% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente no segundo turno

Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, contra 43% de Lula.

A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento, o que caracteriza um cenário de empate técnico.

Além disso, 10% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos em um eventual confronto direto. Outros 2% disseram não saber responder.

Esses eleitores podem representar um grupo importante para a definição do resultado em uma disputa tão apertada.

Empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula

A diferença de dois pontos percentuais entre os candidatos está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa.

O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 10 de agosto e ouviu 2.400 eleitores, por meio de entrevistas telefônicas pelo sistema GerpCati.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08045/2026, com nível de confiança de 95%.

Esse cenário de proximidade entre os candidatos aumenta a atenção de analistas políticos e econômicos, especialmente diante dos possíveis impactos da disputa eleitoral sobre as expectativas relacionadas à política econômica, aos juros, ao câmbio e aos investimentos.

A pesquisa mostra ainda que 10% dos entrevistados afirmaram que não votariam em nenhum dos dois candidatos no segundo turno. Outros 2% disseram não saber em quem votariam ou não responderam.

Segundo o levantamento, este é o único cenário de segundo turno testado pelo Instituto Gerp.

Lula lidera índice de rejeição

A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos, um dos indicadores considerados relevantes para avaliar o potencial de crescimento das candidaturas durante uma campanha presidencial.

Lula apresenta o maior índice de rejeição: 48% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum.

Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 44% de rejeição. O índice representa um desafio para a candidatura, especialmente na tentativa de conquistar eleitores indecisos ou que atualmente não pretendem votar no senador.

Entre os demais nomes testados, Zema, Daciolo e Cury registram 8% de rejeição cada.

Governo Lula tem 53% de desaprovação

O levantamento também avaliou a aprovação do governo federal.

A gestão do presidente Lula é desaprovada por 53% dos entrevistados, enquanto 42% afirmam aprovar o governo.

Outros 5% não souberam ou preferiram não responder.

O nível de aprovação ou desaprovação do governo pode influenciar as estratégias dos partidos e candidatos durante a campanha, especialmente na construção de alianças e na definição dos principais temas eleitorais.

Diferenças regionais chamam atenção

Os dados também apresentam diferenças importantes na intenção de voto de acordo com o perfil dos entrevistados, reforçando a divisão regional e social do eleitorado brasileiro.

Lula alcança 50% no Nordeste no cenário de primeiro turno e registra 45% entre eleitores com escolaridade fundamental.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparece com 49% no Sul e registra 51% entre eleitores evangélicos, um segmento que tem desempenhado papel relevante nas eleições brasileiras.

Nesse grupo específico, Lula soma 26% das intenções de voto, segundo o levantamento.

As diferenças regionais e entre grupos sociais podem influenciar diretamente as estratégias eleitorais dos partidos, especialmente na definição das prioridades de campanha, alianças políticas e distribuição das ações de comunicação.

Pesquisa deve influenciar estratégias eleitorais

A pesquisa do Instituto Gerp apresenta um cenário de forte competitividade entre Lula e Flávio Bolsonaro, com diferenças que permanecem dentro da margem de erro tanto no primeiro quanto no segundo turno.

O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-08045/2026 e poderá ser utilizado pelas campanhas para orientar estratégias nos próximos meses.

Com a proximidade entre os principais candidatos, a disputa tende a concentrar esforços na conquista dos eleitores indecisos, na redução dos índices de rejeição e na formação de alianças políticas.

Além disso, a evolução das pesquisas poderá influenciar a estratégia dos partidos em relação ao horário eleitoral gratuito, aos recursos dos fundos partidário e eleitoral e à atuação dos candidatos em diferentes regiões do país.


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