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Economia

Nubank anuncia fim de serviço gratuito e passa a cobrar R$17,90 por mês: Veja se o seu bolso será afetado

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O Nubank acaba de dar um golpe direto no bolso de quem integra sua carteira mais exclusiva. A fintech brasileira — maior banco digital da América Latina e uma das instituições financeiras de maior crescimento no segmento de alta renda — comunicou oficialmente o fim da gratuidade do serviço de streaming Max para os titulares do cartão Ultravioleta. O aviso chegou por mensagem dentro do próprio aplicativo, surpreendendo correntistas que contavam com o benefício como parte central do pacote premium.

A mudança vai além de um simples ajuste contratual: ela representa uma revisão estrutural de benefícios em um cartão que exige gastos mensais superiores a R$ 8 mil no crédito ou R$ 50 mil aplicados em investimentos para garantir a isenção da anuidade de R$ 89,00. Em outras palavras, clientes de altíssimo poder aquisitivo agora precisarão pagar por um serviço que, até então, era uma das principais vantagens competitivas frente a concorrentes como Itaú Personnalité, Bradesco Prime e Santander Select.

Como fica o acesso à Max e os novos valores dos planos?

Com o fim da gratuidade do streaming para a categoria de alta renda, os usuários que desejarem continuar utilizando a plataforma de vídeo precisarão aderir às novas opções tarifárias diretamente pelo aplicativo do Nubank.

A fintech negociou condições reduzidas em relação aos preços praticados pela Max no mercado aberto brasileiro — onde o plano Standard sem anúncios custa R$ 34,90 mensais. Mesmo assim, a diferença em relação à gratuidade anterior é sentida no orçamento.

Mas quais são, afinal, os novos valores para quem quer continuar assistindo?

A nova tabela foi dividida em duas modalidades principais para os correntistas Ultravioleta:

  • Plano Básico com anúncios — R$ 11,90/mês: O assinante mantém acesso ao catálogo completo de filmes e séries da Max, mas precisará assistir a inserções publicitárias durante a reprodução dos conteúdos;
  • Plano Standard sem anúncios — R$ 17,90/mês: A versão sem propagandas garante navegação contínua e suporte para download de conteúdos offline, com cobrança mensal fixa para os clientes do banco.

Vale ressaltar que a migração para o modelo pago não é automática nem obrigatória. Os usuários têm autonomia total para decidir se o custo-benefício cabe no orçamento e podem cancelar a assinatura quando quiserem, sem burocracia ou multa contratual.

Por que o Nubank tomou essa decisão agora?

Segundo informações do portal Exame, a mudança faz parte de um reposicionamento estratégico da instituição financeira para equilibrar custos operacionais e manter a sustentabilidade de seus produtos exclusivos. Parcerias de streaming têm custo fixo elevado para o banco, especialmente quando a base de clientes premium cresce aceleradamente.

E os juros, como ficam nesse cenário? Para o cliente que financia compras pelo cartão Ultravioleta, nada muda nas taxas de crédito. O impacto é exclusivamente no pacote de benefícios não financeiros — ou seja, nos serviços agregados ao cartão.

Especialistas do setor bancário avaliam que a movimentação do Nubank segue uma tendência global das fintechs que, após fase de expansão com benefícios generosos para atrair clientes, passam a calibrar as vantagens com base na rentabilidade real de cada usuário. O Banco Central do Brasil acompanha de perto esse movimento, que afeta a concorrência no segmento de cartões de crédito premium.

Opiniões divididas entre os correntistas

A retirada do acesso gratuito ao streaming gerou reações contrastantes em fóruns digitais e redes sociais:

  • Percepção de perda de competitividade: Parte dos clientes entende que a medida enfraquece o valor agregado do cartão premium, reduzindo a atratividade do Ultravioleta frente a concorrentes diretos do segmento de alta renda;
  • Visão de sustentabilidade do negócio: Outro grupo argumenta que os descontos negociados seguem atrativos e que a mudança representa uma transição de modelo, não o fim da parceria. Esses usuários defendem que bancos e fintechs deveriam caminhar para benefícios totalmente personalizáveis no futuro.

Quais são as vantagens e requisitos de um cliente Ultravioleta?

O cartão Ultravioleta é a versão mais premium do portfólio do Nubank, desenvolvida especificamente para o público de maior poder aquisitivo. Entre os benefícios que permanecem ativos estão condições especiais em compras internacionais, seguros de viagem gratuitos e um programa de cashback com regras diferenciadas.

Para manter a isenção da mensalidade de R$ 89,00, o titular precisa cumprir ao menos um dos dois critérios: realizar gastos mensais acima de R$ 8 mil na função crédito ou manter R$ 50 mil ou mais investidos na plataforma do banco. Clientes que não atingem esses patamares passam a ser cobrados integralmente pela anuidade.

Quais outros serviços do Ultravioleta o Nubank encerrou?

Esta não é a primeira vez que o Nubank recalibra os benefícios do Ultravioleta. O corte da gratuidade do streaming soma-se a uma alteração anterior que já havia gerado insatisfação expressiva entre os correntistas premium.

Em setembro de 2025, a fintech encerrou o rendimento automático de 200% do CDI que incidia sobre o saldo do cashback acumulado pelas compras realizadas no cartão. À época, a mudança provocou forte reação negativa dos usuários, que enxergaram na rentabilidade elevada do cashback um dos principais diferenciais financeiros do produto.

O padrão se repete: benefícios que funcionavam como atrativos de aquisição de clientes vão sendo gradualmente substituídos por modelos com coparticipação ou simplesmente descontinuados, à medida que a base de usuários premium do banco se consolida e a pressão por eficiência operacional aumenta.

Para quem deseja acompanhar as mudanças em tempo real nos produtos financeiros do mercado brasileiro, o Banco Central disponibiliza o comparativo de tarifas bancárias em seu portal oficial — uma ferramenta útil para avaliar custo-benefício entre cartões de crédito premium.

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