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Saúde

Vírus extremamente contagioso já atingiu 90% da população brasileira e não tem cura

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Silencioso, persistente e sem solução definitiva: o herpes simples já está presente no organismo de mais de 90% dos brasileiros adultos. Os dados são da Sociedade Brasileira de Dermatologia e revelam uma realidade que pouca gente conhece — a grande maioria dos infectados nunca percebe que carrega o vírus, pois não desenvolve nenhum sintoma aparente.

O que torna o cenário ainda mais delicado é o fato de que, uma vez instalado no corpo, o vírus não pode ser eliminado. Ele permanece latente e pode se manifestar ao longo de toda a vida.

O agente causador é o Herpes simplex (HSV), que se apresenta em dois tipos distintos. O HSV-1 está ligado principalmente às conhecidas “bolinhas” nos lábios, enquanto o HSV-2 é responsável pelas lesões na região genital, sendo classificado oficialmente como uma infecção sexualmente transmissível (IST).

Após a infecção inicial, o vírus se aloja nas terminações nervosas e entra em estado dormente. Fatores como estresse, exposição prolongada ao sol, oscilações hormonais ou qualquer condição que reduza a imunidade podem reativá-lo.

Durante uma crise ativa, surgem sintomas como bolhas, feridas, coceira, ardência e vermelhidão. Em geral, as lesões regridem espontaneamente entre cinco e 14 dias, mas podem ser recorrentes ao longo da vida.

Transmissão e cuidados

A principal via de contágio é o contato direto com secreções contaminadas, como saliva ou líquido das lesões. Beijos, compartilhamento de utensílios pessoais — como copos e talheres — e relações sexuais sem uso de preservativo figuram entre as formas mais frequentes de transmissão.

Um ponto que merece atenção especial: especialistas alertam que o herpes, apesar de não ser considerado grave na maioria dos casos, pode facilitar a entrada de outros vírus e bactérias no organismo, incluindo o HIV e a sífilis, quando há feridas abertas e ativas.

Isso ocorre porque as lesões provocadas pelo herpes comprometem a barreira natural da pele e das mucosas, criando uma porta de entrada para patógenos oportunistas. Por isso, o manejo correto da doença vai além do conforto do paciente — trata-se também de uma questão de saúde pública.

Para diminuir o risco de transmissão e de novas crises, as recomendações incluem evitar contato físico durante episódios ativos, usar preservativos nas relações sexuais, adotar boas práticas de higiene e investir no fortalecimento do sistema imunológico.

Tratamento controla sintomas, mas não elimina o vírus

Ainda não existe cura para o herpes, mas há recursos terapêuticos eficazes para reduzir o impacto da doença no dia a dia. Medicamentos antivirais, prescritos por médicos, são a principal ferramenta para encurtar a duração das crises e diminuir sua frequência ao longo do tempo.

O tratamento pode ser feito de forma episódica — apenas quando surgem os sintomas — ou de maneira contínua e preventiva, indicada para quem sofre com recorrências muito frequentes. A escolha depende do histórico clínico de cada paciente.

Além dos antivirais, hábitos do cotidiano fazem diferença significativa. Alimentação balanceada, controle do estresse, sono de qualidade e acompanhamento médico regular são considerados pilares fundamentais para quem convive com o vírus e deseja reduzir ao máximo as manifestações da doença.


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