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Política

STF: Vorcaro invadia sistemas da PF sobre diligências em andamento, do MPF e até do FBI e Interpol

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Ministro André Mendonça relata que banqueiro teria ordenado acesso indevido aos sistemas de órgãos nacionais e internacionais

A ordem de prisão do dono do Banco Master, determinada nesta quarta-feira (4), expôs que o banqueiro Daniel Vorcaro contava com um “Núcleo de intimidação e obstrução de justiça”, que atendeu suas ordens para acessar ilegalmente os sistemas da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e até mesmo dos órgãos de investigação internacionais como o FBI e a Interpol. A informação repassada pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi revelada na decisão do ministro André Mendonça contra o acusado de liderar a maior fraude financeira da história do Brasil.

“De acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, diz um trecho da decisão do ministro André Mendonça.

O STF detalhou que este núcleo da organização criminosa que fraudou bilhões por meio do banco de Vorcaro, além de invadir órgãos de investigação nacionais e internacionais, também seria responsável pelo monitoramento ilegal de pessoas, dentre as quais, adversários concorrenciais, jornalistas, ex-funcionários e autoridades, segundo nota do Supremo.

Outros três núcleos na estrutura criminosa do Banco Master seriam: “(I) Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro; (II) Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central; (III) Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas”. Além do Núcleo IV, “de intimidação e obstrução de justiça”, que teria chegado a receber a ordem de Vorcaro para “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, em simulação de um assalto.

Vorcaro foi preso hoje, na 3ª fase da Operação Compliance Zero, por determinação do ministro André Mendonça. A decisão incluiu um bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens, para garantir o ressarcimento pelos crimes cometidos no Banco Master. E o objetivo da nova fase é investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

 


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