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Política

Datafolha: Lula tem 48% de rejeição e Flávio Bolsonaro, 46%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupa uma posição pouco invejável no mais recente levantamento do Datafolha, divulgado neste sábado, 11 de abril de 2026: ele é o pré-candidato à Presidência com o maior índice de rejeição do país. 48% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.

Logo atrás, em empate técnico, aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar registra 46% de rejeição, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O dado é relevante porque os dois lideram simultaneamente tanto o reconhecimento quanto a rejeição do eleitorado — o que indica uma disputa fortemente polarizada, onde conquistar os indecisos será tão importante quanto consolidar a base de apoio de cada campo.

O que aconteceu

Em termos de conhecimento público, Lula e Flávio também dominam o cenário. O presidente é reconhecido por 81% dos entrevistados, enquanto o senador é identificado por 58%. Apenas 1% declarou não conhecer Lula, e 7% afirmaram não saber quem é Flávio Bolsonaro.

Esse nível de visibilidade é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que garante presença no imaginário do eleitor, amplia também a exposição à rejeição acumulada ao longo dos anos de vida pública.

Entre os demais pré-candidatos avaliados, os índices de rejeição são consideravelmente menores — mas o desconhecimento ainda é alto. Cabo Daciolo (Mobiliza) aparece com 19% de rejeição, seguido por Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), ambos com 17%. Ronaldo Caiado (PSD) e Aldo Rebelo (DC) registram 16% cada.

O contraste é claro: enquanto Lula e Flávio têm rejeição elevada, os demais nomes ainda têm margem para crescer — ou para serem rejeitados à medida que ficarem mais conhecidos pelo eleitorado.

No quesito reconhecimento, Romeu Zema é conhecido por 26% dos entrevistados, e Ronaldo Caiado por 23%. Cabo Daciolo é identificado por 19% do eleitorado, Aldo Rebelo por 14%, e Renan Santos por apenas 10%.

O baixo índice de reconhecimento de nomes como Renan Santos e Aldo Rebelo mostra que esses pré-candidatos ainda precisam de um longo caminho de exposição pública para se tornarem opções reais de voto. A campanha eleitoral, que deve ganhar ritmo ao longo de 2026, será decisiva para definir quem sobrevive ao escrutínio do eleitorado.

Metodologia

O levantamento foi conduzido pelo Datafolha entre a terça-feira, 7, e a quinta-feira, 9 de abril, com 2.004 entrevistados com mais de 16 anos em 137 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.


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