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Aliado de Trump diz que Flávio Bolsonaro chegou aos EUA em segurança

Simón Levy atribui operação ao secretário de Estado e afirma que o senador vai liderar a oposição ao governo Lula do país
O empresário Simón Levy, aliado do presidente norte-americano Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 27, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos.
Em publicação no X, ele atribuiu a operação a Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, e declarou que o parlamentar vai conduzir a oposição a Luiz Inácio Lula da Silva a partir do território norte-americano.
“Como informei horas atrás, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, escreveu Levy, em tradução do inglês. “O responsável pela articulação dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e em segurança, Flávio liderará a oposição contra Lula.”
As I reported hours ago, Flávio Bolsonaro has arrived safely in United States.
The mastermind behind this operation is U.S. Secretary of State @SecRubio .
From the United States, free and safe, Flávio will lead the opposition against Lula.
— Simón Levy (@SimonLevyMx) October 27, 2026
A postagem não detalha como teria ocorrido a viagem nem apresenta documentos que comprovem a participação de Rubio. A declaração de Levy, por si só, não constitui confirmação oficial do governo norte-americano sobre a operação nem sobre eventual concessão de proteção ao parlamentar.
Saída de Flávio do Brasil
Flávio teria deixado o Brasil em uma aeronave de pequeno porte com matrícula da Argentina e, por isso, não teria registro de navegabilidade no espaço aéreo brasilero da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio recebeu Flávio Bolsonaro na Casa Branca | Foto: Reprodução/Instagram
Da Argentina, o senador teria então embarcado com a família — a mulher e as duas filhas, de 14 e 12 anos — para os Estados Unidos. O irmão do parlamentar Eduardo Bolsonaro já mora no país norte-americano desde o início do ano passado.
O senador deixou o Brasil depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes e proibi-lo de sair do território brasileiro.
Moraes expediu às ordens logo depois do resultado do segundo turno das eleições, que anunciaram Lula como presidente reeleito do Brasil. Flávio afirmou que contestaria o resultado, mas recuou em coletiva de imprensa na segunda-feira.
O prazo de entrega dos passaportes terminou na manhã desta terça-feira sem a apresentação dos documentos. A Polícia Federal cancelou os documentos e informou que comunicaria o descumprimento ao magistrado. A medida integra uma investigação que envolve o parlamentar e o advogado Willer Tomaz.
Também nesta terça-feira, Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e a deputada eleita Ana Elisa Santos (PT-MG) apresentaram a Moraes um pedido de prisão preventiva do senador e de inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol. Na petição, os próprios autores reconheceram que a hipótese de saída do Brasil ainda dependia de confirmação oficial.
Já a deputada Erika Hilton (Psol-SP) pediu a Moraes um pedido de bloqueio de bens e contas bancárias do senador e de sua mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.










