Política
Desembargadores descobrem que presidente do TJ transferiu fortuna de R$ 3 bilhões para BRB


Uma decisão unilateral abalou os bastidores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) nesta semana. Os desembargadores da Corte foram surpreendidos pela notícia de que o presidente, Froz Sobrinho, transferiu cerca de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais.
O montante, que antes estava custodiado no seguro Banco do Brasil, foi migrado integralmente para o Banco de Brasília (BRB).
A movimentação financeira, feita sem consulta prévia ao colegiado, gerou um intenso bate-boca e expôs divergências profundas sobre a gestão dos recursos públicos do judiciário maranhense.
Justificativa: Lucro versus Risco
Questionado pelos pares, o desembargador Froz Sobrinho defendeu a medida alegando vantagens econômicas expressivas.
Segundo o presidente do TJMA, a decisão foi exclusivamente sua e ele assume “integralmente os riscos”. O principal argumento é a diferença de rentabilidade mensal entre as instituições financeiras.
Para facilitar o entendimento, veja o comparativo apresentado pela presidência:
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Banco do Brasil (Antigo): Rendimento médio de R$ 3 milhões/mês.
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Banco de Brasília (Novo): Previsão de rendimento de R$ 15 milhões/mês.
O objetivo, segundo Sobrinho, seria usar esse excedente para honrar compromissos, como indenizações a juízes e servidores.
O fator de risco: BRB e Banco Master
Apesar da promessa de lucro cinco vezes maior, a mudança acendeu um alerta vermelho entre os magistrados. O motivo é a reputação recente do BRB.
A instituição financeira de Brasília entrou na mira da Polícia Federal devido a operações envolvendo o Banco Master (antigo Banco Máxima).
O receio dos desembargadores é sobre a solidez da aplicação, visto que o Banco Central já liquidou instituições ligadas a fraudes bancárias no passado recente.
Quando questionado se os bilhões do TJMA foram aplicados em fundos ligados ao Master, o presidente da Corte não ofereceu resposta.
Bate-boca: “Eu estou fora”
A tensão atingiu o ápice em uma reunião convocada no dia 28 de janeiro. O que deveria ser uma explicação transformou-se em confronto direto.
O desembargador Paulo Sérgio Velten Pereira interrompeu a fala do presidente para se isentar de qualquer responsabilidade sobre a movimentação bilionária.
Pereira classificou a atitude como “gravíssima” e criticou a falta de transparência prévia.
“A decisão dessa migração foi exclusiva de vossa excelência. Ela não foi submetida ao colegiado. Não me sinto responsável por essa decisão”, disparou Pereira durante o encontro.
A resposta de Froz Sobrinho foi imediata, negando a gravidade e reiterando que o convite era apenas informativo: “O risco foi meu e sou eu quem vai prestar contas”.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quem autorizou a transferência do dinheiro do TJMA? A transferência foi autorizada unilateralmente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Froz Sobrinho, sem votação prévia do colegiado.
Qual o valor transferido e para qual banco? Foram transferidos aproximadamente R$ 2,8 bilhões (depósitos judiciais) do Banco do Brasil para o Banco de Brasília (BRB).
Por que a transferência gerou polêmica? Além da falta de consulta aos demais desembargadores, existe preocupação com a segurança do investimento, devido a investigações recentes envolvendo o BRB e aportes no Banco Master.
Qual foi a justificativa para a mudança? O presidente do TJMA alegou que o BRB oferece uma rentabilidade mensal de R$ 15 milhões, valor muito superior aos R$ 3 milhões pagos anteriormente pelo Banco do Brasil.


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