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Política

Érika Hilton(mulher trans) processa Ratinho e pede prisão por ele dizer que mulher tem que ter útero e menstruar, pedindo R$10 milhões

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Erika Hilton pede que Ministério suspenda programa de Ratinho no SBT por 30 dias

Érika Hilton processa Ratinho por transfobia, pedindo R$10 milhões para ONG e prisão
Apresentador criticou a escolha da psolista para assumir a presidência da Comissão que cuida dos direitos das mulheres.

Érika Hilton acionou o Ministério Público contra o apresentador Ratinho por causa de uma fala feita durante seu programa no SBT. 

O motivo foi um comentário do apresentador sobre a eleição da deputada trans para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

“Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, disse.

Ele seguiu falando que “mulher para ser mulher tem que ter útero, tem que menstruar, ficar chata três quatro dias, tem que ter útero, dor no parto… Eu sou contra, deveria deixar uma mulher ser presidente da comissão da mulher”.

Seu comentário foi aplaudido pela plateia que acompanhava o programa no local, composta quase completamente por mulheres.

Em seguida, o apresentador continuou dizendo que não tem nada contra Érika Hilton e que a parlamenta “é boa de prosa”.

Psolista entrou com processo contra o apresentador

No dia seguinte, Hilton protocolou dois pedidos, primeiro foi no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo.

Foi solicitada a abertura de inquérito policial contra o apresentador pelos crimes de transfobia, violência política de gênero e injúria transfóbica, que podem levar a até seis anos de prisão.

O segundo pedido foi no Ministério Público Federal, onde pede indenização de R$10 milhões por danos morais coletivos.

O valor seria destinado integralmente ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, com foco em projetos de proteção a trans, travestis e mulheres em situação de vulnerabilidade.

A ação pede ainda que Ratinho e o SBT sejam obrigados a veicular uma retratação pública em horário nobre, com duração equivalente ao tempo das declarações.

O argumento de Hilton

Na representação, a deputada sustenta que as falas do apresentador não foram uma crítica política, mas a negação explícita de sua identidade de gênero.

“As declarações consistiram na negação explícita de sua identidade de gênero e na afirmação reiterada de que ela não seria uma mulher. Esse elemento constitui o núcleo da conduta aqui narrada e evidencia o caráter discriminatório do discurso proferido”, diz um trecho do documento.

Hilton também argumentou que a transmissão em rede nacional ampliou o alcance das falas e potencializou seus efeitos discriminatórios.

Nas redes sociais, Érika fez uma publicação na qual criticou o apresentador e disse que é deve ser considerada mulher:

“Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim… Por fim, vale lembrar: eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é, e sempre será, um rato.”

A fala de Érika Hilton se baseia em teorias chamadas de ideologia de gênero, um dos temas mais debatidos no mundo atual.

A Brasil Paralelo investigou essa questão a fundo com a produção Geração Sem Gênero. Assista completo abaixo:


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