Economia
Como usar o 13º salário para quitar dívidas e começar o ano no azul


Recebeu o décimo terceiro e não sabe se gasta ou paga contas? Especialistas são unânimes: com os juros altos do Brasil, quitar dívidas é o melhor investimento possível. Confira abaixo o passo a passo para negociar com descontos de até 90% e limpar seu nome antes da virada do ano.
A notificação do banco avisando que o 13º salário caiu é, sem dúvida, um dos momentos mais aguardados do ano. É aquele respiro financeiro que traz uma sensação imediata de alívio para o trabalhador brasileiro.
Mas, se você faz parte da estatística de milhões de pessoas com o CPF restrito ou boletos atrasados, esse dinheiro extra não deve ser encarado como passaporte para as compras de Natal. Ele é, na verdade, sua ferramenta mais poderosa para sair do sufoco e recuperar a paz.
A tentação de gastar com presentes, viagens e a ceia é enorme, mas a matemática financeira é implacável: o prazer de uma compra dura minutos, enquanto o estresse de uma dívida pode arrastar-se por meses, tirando seu sono e sua saúde.
Se você quer entrar no próximo ano com a cabeça fria e o saldo positivo, precisa agir com estratégia. Veja como transformar esse recurso extra na sua carta de alforria financeira.
Por que pagar dívidas é melhor que investir agora?
Muitos influenciadores falam sobre começar a investir, mas para quem está endividado, a regra do jogo é outra.
No cenário econômico atual, os juros de dívidas (especialmente o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial) são infinitamente superiores a qualquer rendimento de investimento conservador. Não faz sentido aplicar dinheiro na poupança ou CDB para ganhar 1% ao mês, se a sua dívida cresce 12% ou 14% no mesmo período.
Quitar pendências agora evita que os juros compostos transformem uma conta atrasada em uma bola de neve impagável até o Carnaval. Além disso, existe o ganho invisível, mas valioso: eliminar o “custo emocional” e a ansiedade de receber ligações de cobrança diariamente.
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O Plano de Ação: Negociando como um profissional
Não saia pagando o primeiro boleto que encontrar na gaveta. Quem tem dinheiro na mão (liquidez) tem poder de barganha, e você precisa usar isso a seu favor. Siga este roteiro lógico:
1. Encare o extrato sem medo
O primeiro passo é o mais difícil psicologicamente: mapear o tamanho do problema. Muitos endividados evitam olhar as contas por medo, mas a clareza é fundamental para resolver a situação.
Coloque no papel ou na planilha:
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O valor original da dívida;
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O valor atualizado com juros (o susto faz parte);
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O nome do credor (banco, loja, concessionária).
2. Ataque os “vilões” dos juros
Nem toda dívida tem o mesmo peso no seu orçamento. O seu foco deve ser estancar o sangramento financeiro. Priorize o pagamento nesta ordem:
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Cartão de Crédito e Cheque Especial: São as modalidades mais caras do mercado. Elas corroem sua renda rapidamente e devem ser eliminadas primeiro.
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Contas Essenciais: Água, luz e aluguel garantem sua sobrevivência e dignidade. Mantenha-as em dia para evitar cortes ou despejo.
3. Use o poder do pagamento à vista
Aqui está o segredo que os gerentes de banco não divulgam abertamente. As instituições financeiras preferem receber um valor menor à vista do que ficar meses sem receber nada e ter que lançar como prejuízo.
Não aceite a primeira proposta que aparecer no aplicativo. Entre em contato pelos canais oficiais de negociação e seja direto: “Tenho um valor X do meu décimo terceiro para quitar essa dívida hoje. Qual o desconto para pagamento à vista?”.
Em feirões de renegociação (como o Feirão Limpa Nome do Serasa), os descontos para quitação à vista podem chegar a 90% do valor da dívida atualizada. É a hora de fazer seu dinheiro valer mais.
4. A estratégia da “Troca de Dívida”
E se o 13º não for suficiente para pagar tudo? Não se desespere. Uma tática inteligente é a portabilidade ou troca de dívida.
Você pode usar o dinheiro que tem para abater uma parte e, para o restante, buscar uma linha de crédito com juros menores (como um Empréstimo Consignado ou antecipação do Saque-Aniversário do FGTS).
Basicamente, você troca uma dívida cara (cartão a 14% ao mês) por uma barata (consignado a 2% ao mês). A dívida continua existindo, mas agora ela cabe no seu bolso e para de crescer descontroladamente.
Sobrou dinheiro? Cuidado com a “Ressaca de Janeiro”
Se você conseguiu organizar a casa, pagou o que devia e ainda sobrou uma parte do 13º, parabéns! Você está no caminho certo. Mas segure o impulso de correr para o shopping.
Lembre-se que janeiro é o mês oficial das despesas extras: IPVA, IPTU, matrícula e material escolar. A melhor forma de usar essa sobra é guardá-la para pagar essas contas à vista no início do ano.
Muitas prefeituras e estados oferecem descontos generosos para pagamento em cota única. Começar o ano sem dívidas velhas e com as contas novas pagas não tem preço. É a base para que, no próximo Natal, o seu 13º sirva apenas para realizar sonhos, e não para apagar incêndios.
Isenção de Responsabilidade: Este artigo tem caráter informativo e educativo sobre finanças pessoais. Não recomendamos produtos financeiros específicos. Para situações complexas, consulte um planejador financeiro.


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