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Cão Orelha: vídeo inédito mostra jovem saindo de condomínio antes de agressões. Veja vídeo

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A investigação sobre a morte do Cão Orelha teve um desfecho decisivo nesta semana. A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluiu o inquérito após analisar imagens de câmeras de segurança que contradizem a versão dos suspeitos.

As gravações comprovam que o adolescente apontado como autor das agressões saiu do condomínio exatamente no horário do crime.

Com base nas provas, a corporação solicitou a internação do jovem (medida socioeducativa) e o indiciamento de três adultos envolvidos no caso.

Câmeras de segurança desmentem depoimento

O ponto central para a conclusão do inquérito foi o confronto entre o depoimento do adolescente e as imagens capturadas na Praia Brava, em Florianópolis.

Em sua declaração oficial, o jovem afirmou que não havia saído do local onde estava hospedado. Ele alegou que permaneceu na área da piscina durante todo o período.

No entanto, a tecnologia provou o contrário. As filmagens mostram claramente o fluxo de entrada e saída, coincidindo com o momento em que o Cão Orelha foi atacado.

Cronologia do Crime: O que o vídeo revelou

A análise técnica das imagens permitiu à polícia montar uma linha do tempo precisa, que derrubou o álibi apresentado.

Veja os horários cruciais apontados pela investigação:

  • 05h25: O adolescente é flagrado saindo do condomínio.

  • 05h30: Horário estimado das agressões fatais contra o animal.

  • 05h58: O jovem retorna ao local acompanhado de uma amiga.

Além das imagens, a perícia nas roupas utilizadas pelo adolescente e relatos de testemunhas corroboraram a tese de autoria do ato infracional.

Consequências legais para os envolvidos

Com o encerramento das investigações nesta terça-feira (3/2), a situação jurídica dos envolvidos se agravou.

O pedido de internação do adolescente segue as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para atos de violência grave.

Além dele, três adultos foram indiciados. A acusação contra eles é de coação de testemunha, uma tentativa de obstruir a justiça e manipular o andamento do processo.

Entre os adultos investigados estão dois empresários e um advogado, que foram alvos de mandados de busca e apreensão no fim de janeiro.

Quem era o Cão Orelha?

O caso gerou comoção nacional porque Orelha não era um animal qualquer; ele era um símbolo da comunidade.

Vivendo na Praia Brava há mais de 10 anos, ele era um “cão comunitário”, cuidado coletivamente por moradores e comerciantes locais.

Dócil e sociável, Orelha costumava acompanhar pescarias, frequentar o comércio e posar para fotos com turistas.

O triste desfecho

O animal foi encontrado por uma moradora no dia 4 de janeiro, escondido embaixo de um carro.

Ele apresentava sinais severos de maus-tratos, incluindo lesões na cabeça, desidratação e falta de reflexos. Apesar do socorro veterinário e da soroterapia, Orelha não resistiu.

A morte do animal levantou debates urgentes sobre a proteção animal e a impunidade em casos de violência.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que aconteceu com o Cão Orelha? O Cão Orelha, um animal comunitário de Florianópolis, foi vítima de agressões graves no início de janeiro. Ele foi resgatado com ferimentos sérios, mas acabou falecendo.

O que as câmeras de segurança mostraram? As imagens mostraram o principal suspeito (um adolescente) saindo do condomínio às 5h25 e retornando às 5h58, período que coincide exatamente com o ataque ao animal, desmentindo seu álibi.

O suspeito foi preso? Como se trata de um menor de idade, a Polícia Civil pediu sua internação no sistema socioeducativo. Três adultos também foram indiciados por coação de testemunhas.

O que é um cão comunitário? É um animal que, embora não tenha um único dono, estabelece laços de dependência e afeto com a comunidade local, sendo cuidado por várias pessoas da vizinhança.


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