Política
Polymarket: a 4 dias da eleição, chance de Flávio Bolsonaro vencer Lula chega a 80%


Quatro de cada cinco apostadores na plataforma acreditam que o candidato do PL será o próximo presidente do Brasil
A apenas quatro dias do segundo turno das eleições no Brasil, o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto, tem 60 pontos de vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará a reeleição, na plataforma de previsões Polymarket.
Trata-se da maior plataforma global de mercado de previsões (prediction market) baseada em criptomoedas. Por meio dela, os usuários compram e vendem contratos (ações) vinculados à ocorrência de eventos futuros do mundo real, como eleições, indicadores econômicos, resultados do esporte e conflitos geopolíticos.
Por volta das 8h50 (pelo horário de Brasília) desta quarta-feira, 21, o Polymarket apontava Flávio com uma probabilidade de vitória de 80%, ante 20% de chances de reeleição de Lula.
Em linhas gerais, o dado significa que quatro de cada cinco apostadores no Polymarket acreditam que Flávio Bolsonaro será o próximo presidente do Brasil. Na véspera, a probabilidade de vitória do candidato do PL era de 77%.
Historicamente, em semana de eleição, o índice de “acerto” do Polymarket ultrapassa 90%, o que indica favoritismo de Flávio na disputa do próximo domingo, 25. No primeiro turno do pleito, em 4 de outubro, o candidato do PL obteve 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), ante 45,16% de Lula (53,8 milhões).


Chances de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa com Lula (PT) chegaram a 80% na plataforma Polymarket | Foto: Reprodução/Polymarket
Na última semana, principalmente com a diminuição da diferença entre Flávio e Lula em algumas pesquisas de intenção de voto, o petista havia ampliado sua probabilidade de vitória no Polymarket. Mesmo assim, permaneceu muito distante do candidato do PL.
O porcentual de chance de vitória de Flávio sobre Lula no Polymarket chegou a quase 90% na primeira semana depois do primeiro turno da eleição. A virada do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no mercado preditivo ocorreu no início de setembro. Até lá, Lula aparecia à frente.
O Polymarket registra negociações financeiras sobre desfechos políticos globais e funciona como um termômetro de expectativas. Lula sustentava liderança folgada até o meio do ano, mas perdeu terreno com o desgaste do governo e o avanço da oposição nas pesquisas de opinião.
Mercado já precifica vitória de Flávio sobre Lula
Desde o início da semana, os investidores do mercado financeiro vêm repercutindo o debate entre os dois candidatos na noite de domingo 18, na TV Bandeirantes, e novos números de pesquisas eleitorais. Na prática, o mercado já precifica a possível vitória de Flávio, o que impulsiona o desempenho do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3).
Segundo o levantamento do BTG/Nexus, por exemplo, Flávio lidera, com 50,3% das intenções de voto contra 49,7% de Lula (em votos válidos, que excluem brancos e nulos). Já a pesquisa do PoderData/Aya mostrou o candidato do PL ao Planalto com 52% das intenções de voto, ante 48% de Lula.
Nesta terça-feira, 20, outras duas pesquisas mostraram Flávio à frente de Lula. Segundo o levantamento do Real Time Big Data, o candidato do PL marca 52% ante 48% do petista. O instituto Alfa Inteligência, por sua vez, revela que Flávio tem 51,5% e Lula, 48,5%.
A expectativa da maioria dos agentes econômicos é que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial mude os rumos da economia do país a partir de janeiro de 2027.
O mercado espera que um novo governo implemente um programa de ajuste fiscal, com a redução das despesas do governo e a diminuição do tamanho da dívida pública brasileira em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Também há grande expectativa em relação a uma agenda de reformas de um governo liberal na economia, entre as quais a reforma administrativa e uma nova etapa da previdenciária. Há projeções que apontam para a redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central (BC) diante de um possível alívio na inflação.











