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Política

Quem é Roberta Luchsinger, lobista citada em debate entre Lula e Flávio Bolsonaro

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Investigada pela Polícia Federal (PF), lobista e amiga de Lulinha chamou Lula de “grande mentiroso” e “covarde”

Citada no debate na TV Band, a empresária e lobista Roberta Luchsinger, de 41 anos, voltou ao noticiário após afirmar, em entrevista à CNN Brasil exibida neste sábado (17), que pretende firmar um acordo de delação premiada e não poupará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Investigada pela Polícia Federal (PF), ela chamou Lula de “grande mentiroso” e “covarde” e afirmou que o filho do presidente mantinha encontros frequentes com ministros do governo.

Amiga de Lulinha, Roberta é investigada ao lado do filho do presidente em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência para favorecer empresas em negociações com o governo federal. Duas investigações estão sob relatoria do ministro André Mendonça e a terceira é conduzida pelo ministro Flávio Dino.

Entre os fatos apurados estão possíveis irregularidades em negócios envolvendo o Ministério da Saúde e a Dataprev, empresa pública de tecnologia. A defesa de Lulinha nega irregularidades.

Roberta também é investigada no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A PF investiga sua relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais envolvidos nas fraudes. Em depoimento, a empresária confirmou ter apresentado Antunes a Lulinha, mas negou ter participado de eventuais negócios entre os dois ou repassado dinheiro ao filho do presidente.

As investigações também identificaram movimentações financeiras envolvendo uma empresa de Roberta, que teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão de uma consultoria ligada a Antunes.

Outra frente de apuração envolve a relação da lobista com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Segundo a PF, mensagens indicam que Roberta teria comprado joias e presentes para o ex-assessor.

A defesa de Marcola nega irregularidades e afirma que os itens faziam parte de um empréstimo já quitado.
A relação de Roberta com o PT antecede o atual governo. Em 2017, ela ganhou projeção ao anunciar a doação de bens de luxo avaliados em R$ 500 mil a Lula, que estava com o patrimônio bloqueado por decisão judicial. A iniciativa, batizada de “Bolsa Lula”, acabou impedida pela Justiça.

No ano seguinte, a empresária se filiou ao partido e concorreu a deputada estadual por São Paulo, mas não conseguiu se eleger, apesar de receber pouco mais de 14 mil votos.

Natural de Miraí, em Minas Gerais, Roberta atuou no setor empresarial, incluindo o ramo de móveis e decoração, antes de ganhar espaço no noticiário político. Nos últimos anos, passou a trabalhar na intermediação de negócios e contatos com autoridades públicas. A defesa da empresária nega a prática de irregularidades e sustenta que ela é alvo de uma campanha difamatória. Já Lula afirma que nunca manteve interlocução com Roberta e desconhece as tratativas mencionadas por ela.


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