Economia
Custando R$ 71 mil, conheça o carro de 2027 mais barato até agora


Quem está de olho num carro 0km sem gastar uma fortuna acaba de ganhar uma opção e tanto para pesquisar. A Renault apresentou nesta quarta-feira (26) o Kwid 2027, e o compacto de entrada da marca chega com a atualização mais profunda que já recebeu em anos — justamente num momento em que a concorrência ficou bem mais dura, com a chegada de marcas chinesas empurrando o consumidor brasileiro a exigir mais acabamento, conectividade e um preço que caiba no bolso.
O resultado dessa reformulação é direto: por enquanto, o Kwid 2027 é o carro zero quilômetro mais barato do mercado brasileiro. A versão de entrada sai por R$ 71.090, enquanto a topo de linha fecha em R$ 84.890 — dois valores que, somados ao histórico de mais de 800 mil unidades produzidas no país, ajudam a explicar por que a Renault decidiu investir pesado justamente nesse modelo.
Um visual que finalmente acompanha a nova cara da marca
Mas o que realmente mudou visualmente no carrinho que muita gente já conhece nas ruas? O Kwid 2027 adota a mesma linguagem de design vista em lançamentos recentes da Renault, como o Kardian, o Boreal e o Koleos. Na frente, o para-choque foi redesenhado com formas mais tridimensionais, ganhou uma nova grade com acabamento em preto brilhante e recebeu o novo logotipo da marca — aquele losango mais achatado que já apareceu nos lançamentos mais recentes.
As luzes diurnas em LED, que antes eram exclusividade de versões mais caras, passam a vir de série em todas as configurações do carro — um detalhe que muda bastante a primeira impressão de quem vê o Kwid passar na rua.
Detalhes na traseira e opções de rodas
Na parte de trás, as lanternas ganharam um novo desenho batizado de “Crystal Lens”, com assinatura luminosa em LED. A tampa do porta-malas passou a abrigar a câmera de ré junto ao novo logotipo, além da inscrição “Kwid” com a tipografia global mais recente da marca.
Completam o visual a antena de teto em estilo “Shark” (tubarão, em referência ao formato) e novas rodas de 14 polegadas — sendo que a versão Outsider, a mais completa, ainda ganha rodas diamantadas em preto brilhante, barras de teto e a opção de teto bicolor em preto Nacré.
O interior é onde está a maior surpresa
Se por fora as mudanças já chamam atenção, é dentro do carro que a Renault deu o salto mais importante da geração 2027. O motorista agora conta com um painel digital TFT de 7 polegadas.
E a novidade que mais deve pesar na decisão de compra é a nova central multimídia Media Evolution de 10,1 polegadas, com tela sensível ao toque, espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, além de comandos de áudio direto no volante.
O detalhe de design que passa despercebido
Há um elemento estético curioso escondido no meio do painel. Segundo Eduardo Barba, gerente de Design da Renault para a América Latina, uma estrutura que atravessa a cabine de ponta a ponta foi apelidada internamente de “bandô” — mesmo nome usado para a peça que sustenta cortinas em casa.
A ideia por trás do detalhe é simples, mas inteligente: ampliar visualmente a sensação de largura do interior, um desafio recorrente em carros compactos como o Kwid.
O acabamento também evoluiu conforme a versão escolhida. Na configuração Techno, os bancos ganham detalhes em azul e formas em relevo 3D; já na Outsider, o revestimento é sintético, com gravações a laser em branco e uma textura que lembra neoprene — escolha pensada para reforçar a pegada mais “aventureira” da versão topo de linha.
O carro segue com entre-eixos de 2.423 mm e porta-malas de 290 litros, mantendo vantagem justamente sobre seu maior rival direto, o Fiat Mobi.
Motor continua o mesmo, mas o consumo é ponto forte
Debaixo do capô, a Renault optou por não mexer numa fórmula que já funciona. O Kwid segue com o motor 1.0 SCe de três cilindros e 12 válvulas, entregando 71 cv de potência e 10,0 kgfm de torque quando abastecido com etanol, ou 68 cv e 9,4 kgfm com gasolina — sempre acoplado ao câmbio manual de cinco marchas.
Números de consumo que justificam a escolha
A decisão de manter a mesma mecânica se justifica pela eficiência: o Kwid recebeu nota A no PBEV do Inmetro, com os seguintes índices:
- Consumo urbano: 14,4 km/l com gasolina e 10,4 km/l com etanol;
- Consumo rodoviário: 15,4 km/l com gasolina e 14,4 km/l com etanol.
Segundo dados divulgados pela própria montadora, o modelo chega a ser até 28% mais econômico do que seu principal concorrente direto — um argumento e tanto para quem roda bastante no dia a dia.
Versões, itens de série e valores de lançamento
A linha 2027 do Kwid chega ao mercado em três versões — Evolution, Techno e Outsider — e seis opções de cor, com destaque para a nova pintura cinza Taupe. E é justamente na precificação que está o maior trunfo do lançamento: embora a tabela oficial mantenha os mesmos valores da geração anterior, as condições especiais de lançamento derrubam bastante o preço praticado nas concessionárias.
- Kwid Evolution 2027: lançamento por R$ 71.090 (tabela de R$ 82.790) — traz quatro airbags, ar-condicionado, direção elétrica, painel digital de 7″, luzes DRL em LED, assistente de partida em rampa e controles de estabilidade e tração;
- Kwid Techno 2027: lançamento por R$ 75.990 (tabela de R$ 85.890) — soma central multimídia de 10,1″, câmera de ré, chave canivete, retrovisores elétricos e rodas de aço de 14″ bicolor;
- Kwid Outsider 2027: lançamento por R$ 84.890 (tabela de R$ 91.190) — adiciona barras de teto, protetores individuais nos para-choques, rodas de liga leve diamantadas de 14″, bancos em acabamento premium e sensor crepuscular.
Ao manter até a versão de topo de linha abaixo da barreira dos R$ 85 mil nas condições de lançamento, o Kwid 2027 se firma como uma das propostas mais competitivas do momento, num mercado que, nos últimos anos, vem lançando modelos cada vez mais robustos — e, consequentemente, mais caros — mesmo na categoria de entrada.















