Política
Bolsonaro apresenta melhora de saúde, mas ainda sofre efeitos colaterais de remédios


Boletim médico aponta melhora do ex-presidente após crise de soluços que durou 36 horas
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não apresentou novos episódios de soluços nos últimos dias, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (24/7).
De acordo com a equipe médica, Bolsonaro respondeu ao aumento da medicação após o quadro de soluços prolongados. Conforme mostrou o Metrópoles, o ex-presidente enfrentou, na última semana, uma crise de soluços que durou 36 horas.
O boletim informa que Bolsonaro não apresentou novos episódios de soluços, permanece estável e apresenta melhora progressiva dos movimentos do ombro direito, sem dor no local.
Apesar da evolução, os médicos afirmam que o ex-presidente ainda apresenta instabilidade no equilíbrio em razão dos efeitos colaterais dos medicamentos.
“Segue em dieta rigorosa, com baixo teor de acidez e hipossódica, atividades físicas regulares e cuidados preventivos para redução do risco de quedas e refluxo gastroesofágico. Mantida a prescrição dos medicamentos de uso regular e contínuo de forma inalterada”, diz o boletim.
Domiciliar
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março, após passar um período internado em razão de um quadro de broncopneumonia.
O ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal, prorrogou a prisão domiciliar do ex-presidente em decisão de 17 de julho, apesar de concluir que Bolsonaro descumpriu as regras do benefício ao divulgar uma carta com conteúdo político por meio do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O ministro acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também apontou o descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente, mas considerou que o episódio não era suficiente para determinar o retorno ao regime fechado.
Como punição, Moraes suspendeu por 30 dias o direito de Bolsonaro receber visitas, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas. Flávio, por sua vez, continua proibido de visitar o pai por 90 dias, o que o impede de vê-lo antes do primeiro turno das eleições de outubro.
Moraes também proibiu visitas com finalidade político-eleitoral e vetou a divulgação de manifestos políticos, inclusive por terceiros, até o fim das eleições de 2026. As determinações do ministro são:
- suspensão do direito de receber visitas por 30 dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados. Flávio Bolsonaro permanece
- proibido de visitar o pai por 90 dias;
- proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026;
- proibição da divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.











