Política
Lula se irrita com articulações contra Messias: “Filhos da p***”


O revés histórico na aprovação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) instalou um clima de guerra nos bastidores do Palácio do Planalto.
A rejeição de Jorge Messias pelo Senado Federal foi o gatilho para uma explosão de fúria e indignação por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O petista se irritou profundamente com as manobras e articulações políticas que culminaram na derrota de seu indicado, a primeira do tipo em mais de um século.
Em reuniões com ministros e líderes da base aliada, Lula não poupou xingamentos e disparou críticas pesadas contra os supostos traidores do governo.
Segundo relatos internos vazados, o presidente chamou de “filhos da p*” os senadores que, de maneira dissimulada, conspiraram ou foram omissos na defesa de Messias.
A mira apontada para Alcolumbre e as falhas na articulação
O principal alvo da ira presidencial é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apontado pelo Planalto como o grande arquiteto da rejeição.
A atitude do senador é vista como uma clara demonstração de poder e uma forma de cobrar a fatura política do governo, sinalizando que a governabilidade está em risco.
O caso escancara a fragilidade da articulação política do governo federal, que não conseguiu garantir nem mesmo os votos da sua própria base de apoio.
A lista de descontentamento de Lula inclui figuras centrais do seu núcleo de confiança, como o senador Jaques Wagner, líder do governo, que, surpreendentemente, também teria votado contra a indicação, e o ministro da Justiça, Wellington César, criticado por sua atuação tímida no processo.
A tensão institucional gerada por esse episódio levanta sérias dúvidas sobre a capacidade do governo de aprovar outras pautas prioritárias, exigindo um realinhamento urgente das estratégias no Congresso.
A pressão popular e a mobilização de opositores, que criticavam o histórico do indicado, também foram fatores cruciais para o desfecho negativo no plenário.
O futuro de Messias e os próximos passos do governo
Apesar da humilhante derrota no Senado, Lula demonstra não querer abandonar o seu fiel aliado à própria sorte e estuda alternativas.
Nos bastidores, ganha força a possibilidade de realocar Jorge Messias para um cargo de alto escalão dentro do próprio governo.
A principal cogitação é nomeá-lo como o novo Ministro da Justiça, em substituição a Wellington César, que saiu politicamente desgastado do episódio.
Essa manobra seria uma forma do presidente demonstrar que não cede à pressão e que mantém o controle sobre a distribuição de poder na Esplanada dos Ministérios.
Por outro lado, essa indicação de um nome reprovado pelo Parlamento para o comando da Justiça Federal pode acirrar ainda mais os ânimos com a oposição.
É fundamental que o cidadão acompanhe os desdobramentos dessa crise, pois a estabilidade política reflete diretamente na economia do país.
Para entender como funciona o processo de indicação de ministros e as competências de cada Poder, acesse as informações no portal do Senado Federal.











