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Saúde

O primeiro sinal do Alzheimer não é a perda de memória; veja o que acontece antes

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Quando pensamos na Doença de Alzheimer, a primeira imagem que vem à mente é o esquecimento: não lembrar onde guardou as chaves ou esquecer nomes de familiares. No entanto, a ciência alerta que este nem sempre é o primeiro indício.

Estudos neurológicos recentes indicam que alterações na percepção visual e mudanças bruscas de comportamento podem surgir muito antes dos lapsos de memória clássicos.

Identificar esses sinais “silenciosos” é crucial. O diagnóstico precoce é a única ferramenta capaz de retardar o avanço dessa condição neurodegenerativa que afeta milhões de brasileiros.

O sintoma oculto: Dificuldades visuais e espaciais

Um dos sinais mais negligenciados ocorre nos olhos — ou melhor, na forma como o cérebro processa o que vê.

Pesquisas apontam que a dificuldade em julgar distâncias, distinguir cores ou identificar objetos em movimento pode ser um indicativo de atrofia cortical posterior.

Essa condição afeta a parte de trás do cérebro, responsável pelo processamento visual, e é frequentemente um dos primeiros estágios do Alzheimer.

O paciente pode ir ao oftalmologista e ter exames oculares perfeitos, pois o problema não está na vista, mas na interpretação da imagem pelo cérebro.

Fique atento se notar:

  • Dificuldade para estacionar o carro (noção de espaço);

  • Tropeços frequentes ou dificuldade em descer escadas;

  • Problemas para ler, mesmo com óculos atualizados.

Apatia e Mudanças de Humor

Outro “alarme” que toca antes da perda de memória é a mudança comportamental. A depressão tardia (que surge na velhice) e, principalmente, a apatia, são fortes preditores.

Diferente da tristeza, a apatia é a falta de iniciativa ou de interesse por atividades que antes davam prazer.

O idoso pode começar a se isolar socialmente, demonstrar irritabilidade excessiva ou ansiedade sem motivo aparente.

Muitas vezes, a família confunde esses sinais com “coisas da idade” ou estresse, atrasando a busca por ajuda médica especializada.

Tabela: Envelhecimento Normal vs. Sinais de Alerta

Para ajudar a distinguir o que é natural da idade do que pode ser um sintoma patológico, preparamos um comparativo simples:

Situação Envelhecimento Normal Sinal de Alerta (Alzheimer)
Memória Esquecer um nome e lembrar depois. Esquecer informações recém-aprendidas e não lembrar mais.
Visão Precisar de óculos para ler de perto. Dificuldade em ler, julgar distâncias e diferenciar cores.
Humor Ficar triste por motivos específicos. Mudança repentina de humor, confusão, suspeita ou apatia constante.
Tarefas Precisar de ajuda ocasional com eletrônicos. Dificuldade em completar tarefas familiares (ex: dirigir até um local conhecido).

A importância do diagnóstico precoce

O Alzheimer é uma doença progressiva e, até o momento, sem cura definitiva. No entanto, existem tratamentos que preservam a qualidade de vida e a autonomia do paciente por mais tempo.

Ignorar os primeiros sinais visuais ou comportamentais permite que a doença avance silenciosamente, causando danos irreversíveis aos neurônios.

Se você ou um familiar apresentar dificuldades de visão inexplicáveis (sem causa oftalmológica) ou mudanças de personalidade, procure um neurologista ou geriatra imediatamente.

Fatores de risco e prevenção

Embora a genética desempenhe um papel, o estilo de vida é determinante. Manter o cérebro ativo e o corpo saudável pode adiar o aparecimento dos sintomas.

Especialistas recomendam:

  1. Atividade Física: Exercícios aeróbicos oxigenam o cérebro.

  2. Alimentação: Dietas ricas em ômega-3 e antioxidantes.

  3. Sono de Qualidade: É durante o sono que o cérebro “limpa” toxinas.

  4. Estímulo Cognitivo: Aprender coisas novas cria reserva cognitiva.

Lembre-se: a perda de memória é o sintoma mais famoso, mas a visão e o humor são os “delatores” que chegam primeiro.


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