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Saúde

Adolescentes de até 17 anos e idosos acima de 80 vão receber benefício inédito do Governo

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mudança importante no tratamento do Diabetes Tipo 1 (DM1) pelo Sistema Único de Saúde (SUS) promete melhorar a qualidade de vida de milhares de brasileiros.

O Ministério da Saúde expandiu os critérios para a substituição da insulina NPH pela insulina glargina, um medicamento mais moderno e estável.

A medida beneficia prioritariamente crianças e adolescentes de até 17 anos e, em uma nova fase de ampliação, idosos acima de 80 anos.

Essa atualização visa reduzir os casos de hipoglicemia noturna e facilitar a aplicação diária com o uso de tecnologias mais avançadas.

Entenda a troca da insulina NPH pela insulina glargina

A principal diferença entre os tratamentos está na tecnologia e no tempo de ação no organismo.

Enquanto a insulina NPH possui um pico de ação que pode causar quedas bruscas de glicose (hipoglicemia), a insulina análoga de ação prolongada (Glargina) oferece uma liberação basal mais estável.

Isso significa que o paciente mantém os níveis de açúcar no sangue controlados por até 24 horas, com menos oscilações perigosas.

Além da substância em si, a forma de aplicação também muda. O tradicional frasco e seringa dá lugar às canetas para insulina.

Esses dispositivos oferecem:

  • Maior precisão na dosagem;

  • Menor dor na aplicação (agulhas mais finas);

  • Facilidade de transporte e conservação.

Critérios: Quem pode receber as canetas de insulina?

Para ter acesso ao benefício, o paciente não basta apenas estar na faixa etária. É necessário cumprir protocolos clínicos estabelecidos pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).

Confira os requisitos gerais para a migração:

  • Diagnóstico: Ter Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1).

  • Faixa Etária: Crianças/Adolescentes (4 a 17 anos) e Idosos (critérios podem variar por estado, mas focam em 60+ ou 80+ com comorbidades).

  • Histórico: Apresentar episódios frequentes de hipoglicemia com o uso da NPH.

O papel da insulina de ação rápida no tratamento

É importante destacar que a troca da insulina basal (lenta) não elimina a necessidade da insulina de ação rápida.

O tratamento do Diabetes Tipo 1 geralmente combina dois tipos:

  1. Basal (Glargina): Mantém a glicose estável ao longo do dia.

  2. Bolus (Rápida/Ultrarrápida): Corrige a glicose após as refeições.

As novas canetas de insulina distribuídas pelo governo facilitam esse manejo duplo, permitindo que o paciente faça as correções necessárias com mais discrição e higiene.

Comparativo: NPH vs. Glargine

Para facilitar o entendimento, veja as principais diferenças na tabela abaixo:

Característica Insulina NPH (Humana) Insulina Glargina (Análoga)
Duração 12 a 18 horas Até 24 horas
Pico de Ação Sim (risco de hipoglicemia) Sem pico (ação plana)
Aplicação Seringa ou Caneta Preferencialmente Caneta
Aparência Leitosa (precisa misturar) Transparente

A disponibilidade do medicamento pode variar conforme a Secretaria de Saúde de cada estado ou município.

Portanto, a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Farmácia de Alto Custo mais próxima com o laudo médico em mãos para verificar o cadastramento.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quem tem direito à insulina Glargina pelo SUS?

Atualmente, o foco são pessoas com Diabetes Tipo 1, especialmente crianças, adolescentes e idosos que apresentam hipoglicemias frequentes com a NPH.

Como conseguir as canetas de insulina do governo?

É necessário um laudo médico (LME), receita atualizada e exames que comprovem o diabetes tipo 1. O cadastro é feito na Farmácia de Alto Custo ou UBS do seu município.

A insulina NPH vai deixar de existir?

Não. A insulina NPH continua sendo distribuída e é eficaz para muitos pacientes. A troca pela Glargina ocorre em casos específicos onde há indicação clínica de instabilidade glicêmica.

Qual a diferença da insulina de ação rápida?

A insulina de ação rápida é usada para “cobrir” a comida (carboidratos) nas refeições, enquanto a Glargina ou NPH servem para manter a glicose estável nos períodos de jejum.


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